Com o slogan ‘Previna-se, rins em defesa da vida’, Rondonópolis também participa da campanha em combate à doença. A mobilização acontece dia 8 de março, na Praça Brasil, quando é comemorado o Dia Mundial do Rim. Das 7h30 às 17h30, uma equipe de médico, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos e assistentes sociais oferecem atendimento especializado. Outro serviço disponibilizado pelos profissionais da Prefeitura é a distribuição de material educativo e folders esclarecendo qual a melhor forma de prevenir a Doença Renal Crônica – DRC. A administradora do Centro de Nefrologia de Rondonópolis, Delian Alencar, lembra que as senhas são limitadas.

O objetivo da campanha é chamar a atenção dos órgãos governamentais e da população em geral sobre as questões relacionadas às doenças renais. Estudos em diferentes países têm demonstrado incidência de Doença Renal Crônica – DRC de 7,2% para indivíduos acima de 30 anos e, 28% a 46%, em indivíduos acima de 64 anos. Em seus estágios avançados, a DRC está relacionada ao aumento de internações hospitalares, mortalidade cardiovascular, grande impacto na qualidade de vida e elevados custos para a saúde pública.

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Mesmo em estágios iniciais, como o estágio dois (filtração glomerular entre 60 e 90 ml/min), a chance de morrer por doença cardiovascular é 46% maior, sendo de 136% no estágio três, em relação a pacientes sem a doença renal. Em pacientes em diálise, a mortalidade eleva-se de forma assustadora, um indivíduo de 30 anos em diálise tem a chance de morrer semelhante à um indivíduo de 80 anos sem a doença renal.

“As estratégias adotadas pela Sociedade Brasileira de Nefrologia – SBN para este ano visam à multiplicação das informações utilizando não apenas as campanhas de corpo a corpo e eventos ao público, como comunicação a todas esferas governamentais relacionadas com a saúde e, principalmente, aos veículos de comunicação”, reforça Delian.

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CAUSA DA DRC

De acordo com o último censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia existem mais de 90 mil brasileiros em diálise, sendo 90% em hemodiálise, com um custo anual de dois bilhões de reais. Na última década, houve um aumento de mais de 100% no número de pacientes em diálise. Como causa de DRC, o censo apontou 35,2% para hipertensão, 27,5% para diabetes, 12,6% para glomerulonefrites, 4,2% para doença renal policística e 20,5% para outros diagnósticos. A mortalidade dos pacientes em diálise é de 17%, sendo observado aumento progressivo nos últimos anos.

OPÇÃO DE TRATAMENTO

Outra opção de tratamento para a DRC avançada é o transplante renal, que está associado a menores taxas de mortalidade a longo prazo, melhor qualidade de vida e menores custos para a saúde pública. O Brasil tem o maior programa público de transplante renal do mundo. Em 2010 foram realizados 4.657 transplantes de rim no Brasil, sendo 3.003 com doador falecido e 1.654 com doador vivo. Delian Alencar fala que a maior dificuldade para a doação de rim entre pessoas com morte encefálica é a falta de informação por parte da família. “Dessa forma, deve-se estimular que as pessoas expressem a sua vontade de ser doador aos seus familiares”, pede a administradora.

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