Spray de espuma merece atenção, especialmente se usado por crianças Foto: Dani Toth / Stock.xchng

A combinação de verão, festas e feriado prolongado pode representar riscos à saúde. Para evitar problemas, a cardiologista Isa Bragança, especializada em medicina do esporte, e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) trazem uma lista de recomendações para os foliões. Confira.
Hidratação
Não esquecer da hidratação é o primeiro cuidado que os foliões devem ter no Carnaval. A cardiologista Isa Bragança aponta que, nesta época, as pessoas deixam de beber água, que hidrata, e ingerem muito álcool, café, mate e chá, “que desidratam”.
— Hidratação é com água, isotônico ou água de coco — frisa.
O uso de bebida alcoólica deve ser moderado. A dica dada pela médica é, para cada copo de álcool, beber dois de água, para diluir esse álcool.
Alimentação
Antes e depois da folia, os adeptos do Carnaval devem consumir carboidratos, porque têm muita energia. Entre eles, a médica cita o macarrão sem molho branco, arroz, a batata cozida, o pão com peito de peru. Junto com o carboidrato, o folião pode comer também uma proteína, dando preferência a frango, peixe e ovo.
Isa também chama atenção para o excesso de comida em viagens, que pode ser prejudicial aos foliões. A ingestão de alimentos aos quais a pessoa não está acostumada pode acarretar problemas, somados à desidratação:
— Você pode ter uma diarreia, uma gastroenterite. Vale então ter cuidado com a alimentação. O ideal é que você coma o que está acostumado.
A cardiologista lembra que isso se aplica, principalmente, a alimentos feitos na rua. Em relação à água, observa que nunca se deve aceitar beber água cuja embalagem esteja aberta, para evitar infecção intestinal. Isa adverte também para que se evite gorduras e frituras, além de frutas que ficam expostas ao sol.
— Tudo que fica exposto ao sol perde os nutrientes. Além disso, você estará comendo uma caloria vazia que ainda vai fazer mal — destaca a médica.
Vestimentas
Sobre vestimentas, a recomendação é evitar fantasias de tecidos ásperos e secos, com muita renda, fitas, que podem desenvolver alergia. O mesmo se aplica à maquiagem em crianças e às roupas fechadas ou pretas, que não transpiram. Outro alerta diz respeito ao perigo de lesões no carnaval. Segundo a especialista, as mulheres, em especial, devem evitar fantasias com sapatos ou sandálias de salto alto, para não ter nenhuma lesão de tornozelo, de joelho, complicação ortopédica, que são muito comuns nessa época.
Medicamentos
Não existe medicamento milagroso para tratar o abuso de bebidas e comidas. Grande parte dos remédios, inclusive, não pode ser usada após a ingestão de bebidas alcoólicas. A Anvisa esclarece que o uso de todo e qualquer medicamento envolve riscos, incluídos aí os que não necessitam de prescrição médica e os que são feitos à base de plantas (fitoterápicos). Além disso, o uso indiscriminado pode provocar novos problemas.
Espumas
O chamado spray de neve — espuma de Carnaval — merece preocupação, sobretudo no que diz respeito ao uso por crianças. Esses produtos não devem ser inalados, ingeridos nem expostos a calor excessivo. Também se deve evitar o contato do produto com os olhos e mucosas. Em caso de ingestão, não provoque vômito, procure um médico e leve junto o rótulo do produto.
Desde 2007, a Anvisa estabelece critérios de segurança para a fabricação e comercialização desses produtos, impondo a obrigatoriedade de que eles passem por testes toxicológicos.
Sexo seguro

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Ao manter qualquer tipo de relação sexual, use camisinha. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao divulgar a campanha do governo para o Carnaval, salientou que o preservativo é a única proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids.
Observar a data de validade e verificar se a embalagem traz o número de registro da Anvisa (registro MS nº), além do símbolo de certificação do Inmetro, são as orientações da agência na hora da compra da camisinha. O preservativo deve ser guardado em locais frescos e secos. Se estiver há muito tempo na carteira ou no porta-luvas do carro, deve ser descartado.
Com informações da Agência Brasil e da Anvisa

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