Dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde revela que, de 1996 a 2010, o número de mulheres que são vítimas fatais em acidentes com motocicletas subiu de cinco para 140 pessoas no Centro-Oeste, aumentando em 28 vezes.

Com 48 óbitos em Goiás e 45 em Mato Grosso os Estados foram líderes no número de mortes de mulheres por causa de acidentes em motocicletas em 2010. Embora os homens sejam maioria nos acidentes fatais com motocicleta na Região Centro-Oeste (90%)

No Brasil, do total de pessoas que perderam a vida em acidentes com motocicleta, 90% são do sexo masculino. Porém, o número nacional de vítimas fatais do sexo feminino em acidentes com motocicletas cresceu 28 vezes de 1996 a 2010, enquanto o número de homens que morreram nesses acidentes aumentou 16 vezes no mesmo período.

Leia também:  "Ela enforcava a gente perto da mesa" relata criança sobre agressões sofrida por professora

Um dos fatores preponderantes é o aumento da frota de motocicletas, meio de transporte utilizado por 10,2 mil dos 41 mil brasileiros que perderam a vida no trânsito em 2010. “Especialmente em cidades com menos de cem mil habitantes, tem aumentado o número de motociclistas, inclusive do sexo feminino, tornando as mulheres mais vulneráveis aos acidentes de trânsito”, observa Alexandre Padilha, lembrando que aumentou também a quantidade de pessoas – homens e mulheres – que usam a motocicleta para trabalhar.

“Temos mais um motivo para defender uma conduta cada vez mais cuidadosa no trânsito e que a fiscalização seja rigorosa para salvarmos mais vidas”, enfatiza o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lembrando que cerca de 80% das vítimas fatais têm entre 15 e 39 anos.

Leia também:  Sebastião Rezende busca dar celeridade em construção do Ganha Tempo

Outro agravante é apontado pela pesquisa Vigitel (Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) 2010. Os dados mostram que o percentual de homens que afirmaram ter dirigido após o consumo abusivo de álcool ainda é superior ao das mulheres – 3% contra 0,2% -, porém o consumo abusivo de bebidas alcoólicas por mulheres vem apresentando tendência de crescimento. “Embora o homem esteja mais vulnerável a este tipo de acidente porque costuma ser mais agressivo ao dirigir, as mulheres também devem ficar atentas para não associar álcool e direção”, considera a coordenadora de vigilância e prevenção de violências e acidentes do Ministério da Saúde, Marta Silva.

Além da associação entre direção e bebida alcoólica, a coordenadora lembra que o excesso de velocidade e direção imprudente também são fatores de risco. “Acidentes tornam-se ainda mais graves quando os motociclistas não utilizam equipamentos de proteção, como capacetes, casaco com proteção, calçados apropriados (botas, sapato fechado) e ainda desrespeitam a sinalização e fazem ziguezague entre os carros”, adverte.

Leia também:  Implantação de coletor tronco de esgoto irá interditar parcialmente Fernando Corrêa
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.