Concentração dos participantes da marcha que lembra o combate a violência contra as mulheres. Foto: Varlei Cordova/AGORA MT

Os 141 municípios de Mato Grosso realizaram na tarde desta quinta-feira (08/03) uma marcha para lembrar o Dia Internacional das Mulheres, a ação faz parte da campanha “Março Sempre Mulher”, coordenado pela Sala da Mulher da Assembleia Legislativa. Em Rondonópolis o evento teve início na Praça Brasil, percorreu a região central da cidade e terminou na frente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres (CMDM).

Sandra Raquel Mendes, presidente do CMDM, disse que o evento atendeu as expectativas e acredita que esse manifesto é uma forma de mostrar os avanços na luta em defesa dos direitos das mulheres. “Esse manifesto mostra o empenho de homens e mulheres em erradicar a violência contra as mulheres”, disse a conselheira e lembrou que violência contra a mulher é crime e precisa ser denunciado.

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A secretária de Promoção e Assistência Social, Neuma de Morais, avalia como positiva a campanha e reforçou que além de incentivar as mulheres a combater a violência também foram desenvolvidas ações para a autovalorização das mulheres que devem se cuidar a cada dia mais. “Entendo que além de tratar os direitos das mulheres e combate a violência é importante trabalhar a autoestima delas para que possam se valorizar”.

A psicóloga Gesane de Sousa, disse que frequentemente depara com mulheres que sofrem algum tipo de agressão e sabe como é triste a realidade dessas pessoas. Para Gesane as conquistas obtidas até hoje são resultados das ações de mulheres valentes que lutaram pelos seus direitos e que algumas pagaram com a própria vida. “Com certeza essa marcha vai refletir amanhã na vida de mulheres que deixarão de ser agredidas em razão da conscientização da sociedade”, relatou a psicóloga.

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A pesquisadora universitária, Melissa Jäsch Quadros, disse que a violência doméstica é uma ferida e precisa ser mexida para ser cicatrizada. “Somente expondo a situação que muitas pessoas sofrem e realizando manifestos é que as pessoas passarão a ter mais consciência, na questão em pauta haverá menos casos de agressão contra as mulheres”, disse. A pesquisadora ainda lembrou que a família é o núcleo da sociedade e precisa ser cuidado.

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