O comerciante Marcos Roberto de Medeiros (38) usou de um revólver calibre 38 para não deixar que a luz da casa onde mora fosse cortada na manhã desta quarta-feira (29/02) no bairro Vila Romana. De acordo com informações da Polícia Militar (PM), dois eletricistas das Centrais Elétricas Mato-grossenses (CEMAT), Welcirley Pereira de Sousa (32) e Agnaldo dos Santos (29) chegaram até a residência para cortar a energia, mas o comerciante saiu armado e disse que a conta já estava paga.

O eletricista Welcirley Sousa disse em depoimento a Polícia Civil, que o comerciante Marcos Medeiros pediu para que eles (eletricistas) esperassem que se buscasse a fatura paga que estava em uma empresa. Welcirley afirma que falou para Marcos que não dava tempo de esperar devido a outros serviços que tinham que ser feitos.

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Segundo o eletricista, Marcos Medeiros então teria ameaçado de atirar nos pneus do carro da Cemat para não deixar que os técnicos saíssem do local. Welcirley disse que esperaria por 10 minutos e enquanto isso ele e o colega iriam fazer outro serviço. Os eletricistas disseram que iriam chamar a PM e o comerciante teria entrado em casa, deixado a arma e voltou nervoso, não deixou que os técnicos fossem embora e falou para que eles ficassem com o comprovante do pagamento.

Os eletricistas foram fazer outro serviço e um funcionário de Marcos Medeiros foi até o local onde os técnicos estavam e entregou a fatura, que de acordo com o depoimento de Welcirley, havia sido paga pela internet na tarde de terça-feira (28/02). Os técnicos então chamaram a PM para fazer a denúncia.

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O OUTRO LADO

Marcos Medeiros afirmou em depoimento a Polícia Civil, que dormia quando seu vizinho lhe chamou e disse que a energia havia sido cortada. Então resolveu sair armado pensando que fossem bandidos, pois trabalha com movimentação de dinheiro de um posto e já foi assaltado várias vezes. O comerciante disse a PM que quando percebeu que as pessoas que estavam em frente em sua casa eram técnicos da CEMAT, havia guardado a arma.

Marcos Medeiros foi encaminhado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC) e sua esposa entregou o revólver calibre 38 com cinco munições intactas e a conta de energia para a Polícia Civil. O comerciante havia sido preso em flagrante por porte ilegal de arma e pagou fiança no valor de um salário mínimo (R$ 622) e foi liberado em seguida.

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