O maior caso de fuga da residencia está entre as garotas. Foto Bahia em Foco

O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescentes (CDMCA), observa que tem aumentado os casos de adolescentes que abandonam o lar. A incidência está principalmente entre as adolescentes.

Ione Rodrigues, conselheira tutelar da 1ª região, estima que pelo menos 20 casos de menores que fogem de casa são registrados mensalmente no conselho, além dos casos que são atendidos pelo conselho da 2ª região e pela Polícia Militar, e que esse índice vem crescendo gradativamente. “Infelizmente está mais corriqueiro ouvir que um adolescente desapareceu e depois de algum tempo o menor é encontrado na casa de um conhecido ou do namorado”, disse a conselheira.

As principais causas são por desentendimento entre pais e filhos ou porque o adolescente decidiu morar com o namorado em razão da pressão ou exigências dos genitores.

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Porem Ione observa que a fuga de casa é resultado de um problema que inicia na formação da criança, quando os pais não estabelecem um dialogo mais próximo com os filhos, além da falta das figuras paterna e materna. “Quando as crianças se tornam adolescentes a falta de limites e contato com os pais resultam em conflitos onde os filhos não suportam mais o convívio familiar que deveria ser harmônico”.

De acordo com a conselheira, a prática de abandono do lar inicia por volta dos 12 anos de idade e na maioria das vezes as garotas que saem de casa, geralmente para ficar na casa do namorado.

A conselheira afirma que acolher um menor que foge de casa fere o Estatuto da Criança e Adolescente (ECA) e a pessoa pode responder judicialmente. E infelizmente a prática se torna uma constante pelos menores.

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