Parte do material apreendido pela PF durante o cumprimento dos mandatos. Foto Ronaldo Teixeira/AGORA MT

O delegado a Polícia Federal (PF), Bruno Toledo, apresentou na manhã desta quarta-feira (14/03) em coletiva à imprensa, os dados da Operação São Lourenço que cumpre 21 mandados de prisão em Mato Grosso e São Paulo.

Toledo explicou que as investigações iniciaram no ano de 2010, sendo as investigações resultaram em nove apreensões e flagrantes no ano passado, mas os trabalhados continuaram até hoje pela manhã.

De acordo com o delegado, a quadrilha atuava com o contrabando e falsificação de agrotóxico. Toledo estima que mais de nove toneladas de produtos foram retirados de circulação. O valor das apreensões não foram calculados, tendo em vista que são vários tipos de agrotóxicos que podem variar de R$ 300 a R$ 20 mil, dependendo do material.

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Em Mato Grosso há registro de envolvimento da quadrilha nos município de Rondonópolis, Jaciara, Campo Verde, Poxoréu, Primavera do Leste. Também foi registrada a passagem da quadrilha nas cidades paulistas de Miguelópolis, Ituverava, Monte Aprazível, São José do Rio Preto e Fernandópolis.

Bruno afirmou que no caso dos produtos contrabandeados, o material saia do Paraguai, via Mato Grosso do Sul e chegava no Estado. Para a falsificação dos agrotóxicos era realizada adulteração química em Mato Grosso, contudo as embalagens para a falsificação vinham de São Paulo.

Dos 21 mandados de prisão, 16 foram cumpridos, sendo 13 por condução coercitiva em razão da resistência à prisão. O delegado afirmou que os mentores da quadrilha são de Rondonópolis. Os envolvidos responderão por formação de quadrilha, estelionato, falsidade ideológica (em razão de fornecer nota fiscal falsa), crimes contra o meio ambiente, infração da Lei de Agrotóxico e alguns por porte ilegal de arma, que foi encontrado durante o cumprimento dos mandatos de prisão.

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Nenhum produtor foi preso, contudo responderão pela aquisição dos materiais falsificados e contrabandeados, pois tinham consciência da ilegalidade dos agrotóxicos, com a diferença que no caso dos produtos falsificados os produtores também foram enganados.

Além dos 150 agentes federais, as investigações contaram com o apoio do IBAMA, Indea e do Ministério da Agricultura.

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