O major explicou que a PM está no local para impedir que as pessoas invadam o local. Foto Ricardo Costa/AGORA MT

Em ação para conter os manifestantes que tentam invadir uma área preservação ambiental nos fundos do bairro Cidade de Deus 1, a Polícia Militar recolheu algumas pessoas que tentavam erguer os barracos no local invadido.

O major da PM, Sandro Barbosa, explicou que havia um acordo entre os manifestantes e os representantes da prefeitura para que não adentrassem na área de preservação, contudo as pessoas não obedeceram o pedido e começaram a limpar o terrenos e por essa razão foram encaminhados para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), para que não houvesse tumultuo maior .

“A prefeitura nos solicitou ajuda, pois as pessoas estavam invadindo uma área indevida e descumprindo um acordo feito com os representantes do Departamento de Habitação e da Secretaria de Meio Ambiente, algumas pessoas apresentaram resistência e foi necessário o uso de autoridade”, relatou Sandro, que aguarda o resultado da reunião entre os representantes da prefeitura e dos representantes.

Leia também:  Atendimento Especial | Mutirão de Negociação Fiscal acontece neste sábado na Prefeitura

Paulo Henrique Prado, um dos manifestantes, afirmou que o espaço onde o major afirma que estava sendo limpo para a invasão ocorreu anteriormente ao acordo com o secretário Lindomar Alves e a gerente de regularização fundiária de Rondonópolis, Maristela Morais da Silva, que permitiram a utilização do espaço onde seria a calçada até que fosse resolvido o que será feito com as mais de 70 famílias que estão no local.

O manifestante Charles Henrique Prado afirma que não entende o motivo da ação dos policiais, pois estão cumprido o acordo feito com os representantes da prefeitura, e que existe um segundo grupo, de grileiros profissionais, que ameaçam invadir a área.

Uma residente do Cidade de Deus 2, Vânia Maria Alencar, disse que o local onde o secretario afirma ser uma Área Verde é deposito de lixo e animais e que moradores tem que conviver com o mau cheiro, além do fato que muitas pessoas utilizam o espaço para consumir entorpecente. “Não sou a favor da grilagem, mas acredito que se permitir as pessoas construírem seus barracos na área não teremos mais esse mau cheiro e nem mato, pois é uma pouca vergonha o abandono do terreno”, desabafou a moradora do bairro vizinho.

Leia também:  MP investiga causas de incêndio que destruiu 60% da aldeia Tadarimana
Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.