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As escolas municipais de Rondonópolis têm por meta reduzir os índices de violência praticados contra os professores. Embora não haja uma compilação desses dados, diante da ameaça velada sofrida pelos docentes nas escolas, a intenção da Secretaria Municipal de Educação é colocar em prática a Política de Prevenção à Violência contra Educadores da Rede Pública de Ensino de Rondonópolis, instituída por um Projeto de Lei de autoria do vereador, Lourisvaldo Manoel de Oliveira – Fulô (PMDB).

Embora o tema não seja muito explorado em âmbito municipal, informações da Secretaria de Educação relatam que o problema existe na cidade, onde professores de determinadas escolas sofrem ameaças. Um dos motivos é a revolta dos alunos contra professores quando se deparam com baixas notas. Na maioria das vezes, resultado da falta de dedicação do aluno no aprendizado. “De todo modo, nada justifica a violência”, adianta o autor do projeto.

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Fulô defende que a manutenção de um ambiente escolar equilibrado é essencial para que todos os estudantes consigam assimilar o conteúdo. “Escola é lugar de transformação, de conhecimento e de civilidade. Essa Lei foi sancionada pelo Poder Executivo e queremos nos solidarizar com os professores, que mesmo com salários baixos, levam adiante uma das missões mais importantes no nosso país, que é formar cidadãos conscientes de seus direitos e deveres”, salienta Fulô.

A Política Municipal de Prevenção à Violência visa estimular a reflexão nas escolas e respectivas comunidades acerca da violência que tem atingido os trabalhadores da Educação, seja no ambiente escolar ou em suas imediações e é claro que esse trabalho interdisciplinar pretende inibir ainda as brigas entre alunos.

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Para isso, as escolas deverão desenvolver atividades que congreguem educadores, funcionários administrativos, alunos, membros da comunidade para reconquistarem aquela “antiga admiração que o estudante dedicava ao seu mestre professor”, considera o vereador.

A Lei implementa também medidas preventivas e cautelares em situações nas quais os trabalhadores da educação estejam sob risco de violência, que possa comprometer sua integridade física. No ano passado, a professora Rosileide, de São Caetano (SP) foi alvejada por aluno de dez anos que em seguida suicidou-se. A orientação e trabalho preventivo é uma tentativa de inibir essas ações.

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