A Câmara de Campinas (93 km São Paulo) elegeu na manhã desta terça-feira (10) Pedro Serafim Júnior (PDT) como novo prefeito. Ele administra a cidade até 31 de dezembro e fará a transição de governo para o prefeito eleito pela população em outubro.

A cidade já estava sendo administrada interinamente por Serafim, então presidente da Câmara quando o ex-prefeito Hélio de Oliveira Santos (PDT) e seu vice Demétrio Vilagra (PT) foram cassados. Ambos foram acusados pelos vereadores de envolvimento em suposto esquema de corrupção denunciado pelo Ministério Público, o que negam.

Antes da declaração dos votos pelos 33 vereadores, os candidatos puderam fazer um discurso de até 30 minutos. Serafim disse que encontrou a prefeitura com uma “grave crise administrativa”, mas que em mais de 90 dias foi possível eliminar.

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“Abrimos as portas da prefeitura ao exercício da fiscalização pela Câmara, pelo Tribunal de Contas, Judiciário e pela população”, afirmou. “Mas só há governança quando há condições financeiras para tornar realidade as decisões tomadas.”

Para isso, Serafim garantiu executar um “choque de gestão” e administrar com “planejamento estratégico”.

A chapa do pedetista, que tem como vice Francisco Soares de Souza, recebeu 22 votos, contra 5 do oposicionista Arly de Lara Romêo (PSB) e 1 para Antônio Francisco dos Santos, o Politizador (PMN). Partidos como PTB, DEM e PT deixaram para os últimos instantes a definição do voto. As bancadas do PT e do PV se abstiveram de votar.

A eleição de outubro pesou entre os fatores que estavam sendo considerados, já que o prefeito do mandato-tampão pode fortalecer candidaturas ou dificultar.

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ELEIÇÃO

Caso a chamada dupla vacância tivesse ocorrido a partir deste ano, Serafim seria automaticamente o prefeito até dezembro. Como Vilagra sofreu o impeachment em dezembro, ainda no terceiro ano do mandato iniciado em 2009, a Constituição prevê que seja feita nova eleição.

O PC do B e o PT chegaram a questionar a Justiça Eleitoral, exigindo que esta eleição fosse direta. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral), no entanto, determinou que o modelo fosse indireto, organizado pela própria Câmara Municipal.

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