O Presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso – Acrismat, Paulo Cézar Lucion, juntamente com o Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos – ABCS, Marcelo Lopes  juntamente com o secretário de  Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar,  Carlos Luiz Milhomen, se reuniram no auditório da Famato com autoridades hoje (18.04) para expor a crescente queda no valor do quilo do suíno no Estado e a reclamar ao executivo a falta de apoio para a cadeia suinicola.

Depois da proibição da importação de carne suína brasileira por parte da Rússia em 2011, iniciou-se uma crise no setor. De lá pra cá, os preços pagos ao suinocultor não evoluíram e todo o setor passou por uma grande desvalorização em cadeia. Por conta da falta de logística e a indisponibilidade de novos mercados, grande mercado comprador do Brasil é a Russia, aliado a o instável mercado da carne, os custos de produção subiram substancialmente. Atualmente o preço médio de custo por quiilo de suíno produzido é de R$2,25, já o preço médio de venda praticado de R$1,50, hoje o setor arca com um prejuízo de R$0,80 centavos por quilo.

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Segundo Paulo Cézar Lucion, já procurou o Governo do Estado neste ano, com o setor ainda em crise e sem expectativas de melhoras. “Pautamos todas as dificuldades e reinvidicamos incentivos pontuais, como a isenção de ICMS na conta de energia dos produtores temporariamente,  em caráter de emergência para amenizar a situação. No entanto, como resposta o Governo taxou o milho estocado em MT, por mais de um ano, em 17%, tornando o preço inviável e incompatível com a atividade da suinocultura, causando ainda mais prejuízos para os suinocultores”, comentou Lucion.

Conforme Lucion, os suinocultores apresentam poucas reivindicações. Entre as principais estão: incentivos fiscais emergenciais a exemplo do que já existe em outros estados, o retorno das bonificações sobre o consumo de energia elétrica, aumentar o volume e a venda de milho balcão através da Conab, desenvolver linhas de custeio para a suinocultura e criar uma política de preço mínimo para a carne suína.

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Para o Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos – ABCS, Marcelo Lopes, o Brasil é o quarto maior exportador de carne suína do mundo, e Mato Grosso é o quinto rebanho em escala do Brasil. “Nos leva a crer que nosso setor merece respeito e atenção do Governo de MT, pois atualmente são abatidos aproximadamente 170 mil suínos por mês, gerando milhões em impostos”, concluiu Marcelo Lopes.

ACRISMAT X SENAC – Na ocasião foi assinado um termo de parceria Técnica com o Senac de Mato Grosso, através da diretora regional do Senac Mato Grosso, Gilsane de Arruda e Silva Tomaz, vai viabilizar cursos gratuitos de cortes e culinária a base de carne suína para incentivar ainda mais o consumo.

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Participaram do evento: Presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso – Acrismat, Paulo Cézar Lucion. O Secretário de Estado de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar, Carlos Luiz Milhomem de Abreu. O Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Suínos – ABCS, Marcelo Lopes. Diretora regional do Senac Mato Grosso, Gilsane de Arruda e Silva Tomaz Representantes do Banco do Brasil, Indea e Imea.

 

 

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