Ao longo das últimas semanas podemos acompanhar pela mídia a intensa agenda internacional da presidente Dilma Rousseff firmando acordos de cooperação técnica e econômica com os países componentes do BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul, além do Brasil) e, também com os Estado Unidos, onde fora idealizado um caminho para garantir maior espaço à inserção dos produtos e serviços brasileiros no mercado norte-americano. Adicionalmente existe a proposta dos Estados Unidos em estabelecer em território brasileiro mais consulados a fim de auxiliar na eficiência e desburocratização para concessão de vistos de entrada naquele país. Sim, com a reestruturação financeira e política das grandes e tradicionais economias do mundo, o Brasil e demais países em desenvolvimento ganham cada vez mais importância nas relações internacionais destes Estados. O mundo gira rápido e muda bastante!

Leia também:  Da soberba vem a vergonha

Nesse sentido, para que o Brasil possa edificar cada vez mais parcerias produtivas e positivas ao redor do mundo é preciso que nossas instituições – públicas e privadas – estejam preparadas proativamente às potencialidades e fragilidades do cenário internacional contemporâneo. Assim, para atingirmos um nível de política externa eficiente é preciso compatibilizar o quadro interno ao contexto externo. Ou seja: ajustar efetivamente os investimentos em várias áreas críticas como: geração e distribuição de energia elétrica, ampliação das linhas de crédito para produção industrial, desoneração da carga tributária para o comércio e circulação internos de artigos e serviços e, estabelecer plenamente rotas intermodais para o escoamento dos nossos produtos característicos aos nossos novos e maiores parceiros comerciais, como a China, por exemplo. Para tanto, é igualmente preciso que nosso cenário político esteja preparado aos desafios que esta inserção internacional trará ao Brasil, assim, não deverão ser tolerados pela Justiça e, principalmente, pelos cidadãos atos de corrupção e banditismo nas esferas de nossa burocracia estatal, pois são justamente estas ações indevidas que deterioram o cerne do progresso em nossa nação.

Leia também:  A Tirania da Alegria Digital

É importante citar o ambiente interno ao versarmos acerca das atuais relações internacionais do Brasil, pois frente a um processo econômico e geopolítico extremamente veloz e dinâmico, as oportunidades que temos hoje podem ser aproveitadas também por outros atores internacionais e, deste modo o que esperamos passivamente como avanços e melhor posicionamento externo podem também se tornar subordinação a interesses alheios em um curto espaço de tempo.

Portanto, quando o governo federal pensar e programar a agenda internacional do Brasil é preciso que estejamos dispostos a enfrentar tudo que com ela vem: os benefícios das trocas econômicas, os ganhos políticos e estratégicos por meio da diplomacia, mas também, os conflitos alheios e os interesses externos em nosso rico território, assim sendo, quem determina o sucesso de nossas ações somos nós mesmos através de nossa organização social, política, financeira e institucional. Estamos em um País que busca a glória por meio do progresso e da paz. Logo o caminho está posto e temos um largo potencial a ser explorado, de preferência por nós mesmos, a fim de garantirmos os interesses nacionais do Brasil. Tudo vai dar certo!

Leia também:  O exercício da Fraternidade Ecumênica

* Professor especialista Alexandre Honig Gonçalves é coordenador do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário Anhanguera de Campo Grande – unidade 1

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.