A sanção da Lei 7.173 de 30 de março de 2012 que reestrutura o Conselho Municipal de Políticas Públicas para Juventude é sem dúvida uma das maiores conquista para juventude rondonopolitana. O conselho renasce com o objetivo principal de estudar, elaborar, analisar e propor políticas que permitam a integração, a participação do jovem no processo social, ambiental, econômico, político e cultural do Município de Rondonópolis.

O primeiro passo para a concretização deste projeto iniciou-se em 2011, quando oficializamos da necessidade ao Senhor Prefeito Municipal, visando não só a reestruturação do Conselho da Juventude, mas a expansão e melhorias das políticas públicas para o segmento.

Acreditamos que com a sanção desta lei, a elaboração e a implantação de todas as políticas relacionadas à juventude no Município passarão pelo crivo do Conselho, evitando assim, ações equivocadas e desperdício de recursos públicos, principalmente no que se refere em especial à educação, saúde, emprego e renda, formação profissional, esporte, cultura, combate às drogas, meio ambiente e violência, etc.

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Os desafios da juventude rondonopolitana passam por um estado de alerta permanente, de mobilização, em relação aos projetos políticos do presente e do futuro, sempre buscando a implantação, implementação e expansão das políticas para juventude, para que não venham a constituir-se apenas em meras promessas eleitoreiras, usando a juventude como simples “massa de manobra”.

A participação ativa dos jovens na defesa de seus interesses fará com que a visão paternalista que tem predominado até hoje seja superada, principalmente no que se tange ao conceito de que jovem é sinônimo de problema, e não um grande potencial de disposição e criatividade que pode e deve ser aproveitados na construção do bem comum e do progresso econômico.

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Os dados do último Censo são reveladores e apontam que a mola mestre do nosso Município é a juventude, por isto é chegada a hora da sociedade em geral e do Estado dar ouvidos ao clamor da juventude, pois estamos cansando de ser meros coadjuvantes de políticas públicas do “sim senhor”.

Portanto, para elaborar e promover políticas afetas aos jovens faz-se necessário conhecer e respeitar o ponto de vista dos jovens e o Conselho Municipal da Juventude foi instituído para auxiliar os governantes nesse sentido, ou seja, os jovens devem ser considerados como sujeitos históricos e de direito.

Thiago Silva

 Economista e especialista em Administração Pública e Gerência de Cidades

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