A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (20/04) que o Brasil não interfere em assuntos internos de outros países, ao ser perguntada sobre a posição brasileira em relação à expropriação da petrolífera YPF pela Argentina. Segundo ela, o governo poderá “ajudar” o país, se a presidenta Cristina Kirchner fizer esse tipo de solicitação. O governo Kirchner é alvo de críticas da União Europeia e dos Estados Unidos devido à estatização, administrada pela Repsol. “De maneira alguma interferiremos, emitiremos opiniões e juízo de valor”, ressaltou.

Dilma acrescentou que desconhece que esse tipo de “pedido” tenha sido encaminhado pelos argentinos aos brasileiros. “O Brasil sempre foi um país que nunca se negou a ajudar quem quer que seja, agora, depende do que for o pedido [pelos argentinos]”, completou, após cerimônia do Dia do Diplomata, no Itamaraty.

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Ao longo desta semana, empresas espanholas com investimentos na Argentina anunciaram a suspensão dos negócios no país. Europeus e norte-americanos ameaçam fazer o mesmo, se o governo Kirchner mantiver o plano de expropriação da YPF. Para os argentinos, a expropriação foi a alternativa, pois havia desconfianças de investimentos inadequados no país.

O ministro do Planejamento da Argentina designado interventor na YPF, Julio de Vido, está hoje em Brasília para uma série de reuniões com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e a presidenta da Petrobras, Graça Foster. Mais uma vez, Dilma reiterou apoio à Argentina e defendeu o respeito à soberania nacional.

Porém, a comunidade internacional reagiu mal à iniciativa da Argentina. O Parlamento Europeu aprovou hoje resolução que deve suspender o direito o acesso a privilégios concedido aos produtos argentinos na Europa. As medidas de restrições serão definidas na próxima semana, em reunião de chanceleres.

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