Cerca de 60% dos desmates realizados no mês de março na Amazônia Legal ocorreram em Mato Grosso. O estado ocupou, por mais um mês consecutivo, a posição de número um no ranking que avalia as unidades federadas que mais contribuíram para a derrubada da floresta. No período foram 32 km² desmatados ante um total de 53 km² da Amazônia.

Os números são do Imazon e apontam que juntos os estados desmataram 15% a mais em relação a março de 2011, quando o desmatamento alcançou 46 quilômetros quadrados. Em termos percentuais, o Pará concentrou o segundo maior volume de desmates com 25% (13 km²) e Rondônia outros 9% (5 km²). Amazonas (11 km²), Roraima (1 km²) e Acre ( 1 km²) detiveram os 6% restantes.

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De acordo com o Instituto, em março de 2012 a maioria dos desmatamentos (94%) ocorreu em áreas privadas ou sob diversos estágios de posse. O restante esteve distribuído entre Unidades de Conservação (3%), Assentamentos de Reforma Agrária (2%) e Terras Indígenas (1%) localizadas na Amazônia Legal brasileira.

Os desmates ocorridos em Assentamentos da Reforma Agrária em março, totalizando 1 km², teve como mais afetados aqueles localizados em Mato Grosso, como os localizados no município de Tabaporã, a 643 km de Cuiabá e Paranaíta, a 849 km da capital.

Ainda em março, os municípios mais críticos no desmatamento foram União do Sul a 689 km de Cuiabá, Jacareacanga (Pará) e Vilhena (Rondônia).

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O secretário estadual de Meio Ambiente, Vicente Falcão, destacou que na unidade federada as ações de repressão aos desmates vêm ocorrendo. No entanto, a prática ainda persiste em locais considerados ‘pontos isolados’. Somente neste ano, R$ 29 milhões em multas por desmate foram aplicados pelo órgão ambiental entre janeiro a março. “O trabalho é constante, mas temos pessoas que insistem em ficar à margem da lei. Mas os números nos ajudam a nortear as políticas de combate”, citou o representante.

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