A crescente demanda por milho mais uma vez deve se configurar em 2012 no estado de Mato Grosso. A unidade federada reservará parcelas 44% e 26% maiores para atender a necessidade tanto para exportação do cereal quanto o consumo interno. É o que projeta o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Mas apesar do aumento da demanda, o estoque final pode crescer e não diminuir.

Conforme o instituto, ao final do ano o estado deve somar um estoque final do produto 20% maior na comparação com 2011. Na prática, após todas as operações realizadas ainda devem ficar disponíveis 1,40 milhão de toneladas, frente a 1,17 milhão de toneladas de 2011. Mas como lembra Daniel Latorraca, gestor do Imea, o patamar ainda é distante dos níveis de 2010 quando o estoque final chegou a 2,51 milhões de toneladas. “Como teremos uma safra estimada em 12 milhões de toneladas estimamos um consumo próximo de 11 milhões de toneladas. No final das contas, nosso estoque deve ter uma alta. Só que se formos próximos de 2010 vamos ver um estoque acima de 2 milhões de toneladas”, expressou o gestor.

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A situação desperta uma leve preocupação no setor, mas o que não é, até o momento, considerado grave, explica Daniel Latorraca. “Apesar do aumento que devemos presenciar este ano, não chegaremos pertos de 2010. Isso é um dado que preocupa”, apontou. Em 2012, de 12 milhões de toneladas esperadas para a safra, pelo menos 3,41 milhões de toneladas vão ser reservados para atender o consumo interno. Em comparação com o ano anterior representa um acréscimo de 26% sobre os 2,70 milhões de toneladas.

Já as exportações do produto esperadas para este ano também são maiores. Devem somar 8 milhões de toneladas contra as 5,63 milhões de toneladas. Ao todo, serão 11,50 milhões de toneladas para o consumo total de milho, alta de 38% ante 2011, com 8,33 milhões de toneladas.

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A tendência é que os embarques do cereal aumentem no segundo semestre do ano. Neste começo de 2012, os embarques recuaram 283% quando comparados ao ano passado (trimestre de 2011). Entre um período e o outro as exportações do produto passaram de 1,8 milhão de toneladas para 657,7 mil toneladas no trimestre deste ano. “Por enquanto observamos uma queda. Ela já era esperada, pois havia um baixo estoque do produto disponível”, ponderou.

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