O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu na quinta-feira (12) que gestantes podem abortar bebês anencéfalos (má formação no cérebro). Apesar da decisão a Igreja Católica mantém sua posição de que a vida não pode ser interrompida em nenhuma fase.

O Bispo da Diocese de Rondonópolis, Dom Juventino Kestering, explicou que a dor e o sofrimento de uma mãe é menor quando ela cuida do feto durante a gestação e pelo menos vê o filho nem que seja por apenas um minuto do que depois ficar para sempre com o sentimento de culpa de ter abortado e carregar sempre a dúvida “será que ele iria viver?”.

Dom Juventino afirmou que é dever do Estado acompanhar essas grávidas quando o feto apresentar alguma anomalia. “O Estado tem que oferecer um cuidado diferenciado com atendimento de médicos e psicólogos, já que problemas como esse são mais sofridos para as mulheres de classes mais pobres que não tem a quem recorrer”, diz.

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Para Dom Juventino o Estado tem que apoiar e não dar a solução que é mais fácil, como o aborto. “Para eles se há o aborto se resolve o problema”, fala. De acordo com o Bispo mesmo que o STF tenha descriminalizado o aborto neste quesito a Igreja Católica vai continuar orientando as famílias no sentido da vida. “A igreja sempre vai dar apoio para que essas gestações cheguem até o fim”, fala.

A partir de agora, o Bispo, declarou que a Igreja vai estar atenta para que essa decisão do STF não seja uma brecha para que outras deficiências também sejam motivos da liberação do aborto. “Queremos evitar que essa abertura não se torne um efeito cascata”, alega.

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