Foto: Shutterstock/Terra

Mania entre as celebridades internacionais, cosméticos feitos a partir do veneno de cobra vem conquistando adeptas mundo afora com a promessa de combater o surgimento de rugas e linhas de expressão. Tudo porque a fórmula conta com uma versão sintetizada (feita no laboratório) da substância waglerina 1, encontrada no veneno da serpente Tropidolaemus Wagleri, mais conhecida como víbora do templo. A réplica do composto é rica em aminoácidos, responsável por bloquear os sinais nervosos, causando o efeito imobilizador dos músculos e reduzindo as rugas da face.
No mercado, a marca inglesa Rodial deu o pontapé inicial para a comercialização do produto que copia os efeitos da substância presente na toxina da serpente. O creme recebeu o nome de Glamoxy Snake Serum e já conquistou estrelas de Hollywood, como Angelina Jolie, Demi Moore, Penélope Cruz, Gwyneth Paltrow, Katie Holmes, Kate Moss, Naomi Campbell e Victoria Beckham. O composto, também conhecido como “botox engarrafado”, é vendido a 127 euros (R$ 317,48) no site da marca na Internet.
Versão nacional Pegando carona no sucesso internacional, o setor de cosmetologia brasileiro começou a investir em produtos com a substância. A empresa ADCOS Cosmética de Tratamento, por exemplo, lançou a linha Gradual Complex 2, que traz tônicos e hidratantes com ativos que imitam a atividade da waglerina 1 encontrada no veneno da serpente.
“Essa substância mimética atua como um suavizante e antirrugas na pele por relaxar os músculos faciais impedindo a contração e melhorando o aspecto das marcas de expressão”, explica Karoline Pellacani, farmacêutica especialista em Cosmetologia da ADCOS.
Os preços dos produtos variam entre R$ 118 e R$ 160 e podem ser adquiridos pela Internet por meio de revendedoras credenciadas ou em farmácias de manipulação parceiras da marca.  Mas, antes de sair por aí comprando produtos de empresas que dizem utilizar o veneno de cobra, é preciso ficar atento. “Não existe nenhum ativo retirado da toxina da cobra que seja usado em cosméticos. O que existe no mercado são substâncias com propriedades semelhantes que imitam a sua ação”, alerta Alberto Keidi Kurebayashi, presidente da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC).
Não acredite em milagres   Apesar de toda a repercussão positiva em torno dos produtos, os cosméticos feitos com a réplica sintética da substância do veneno de cobra não devem ser encarados como algo milagroso.
“Não é verdade dizer que esses cremes paralisam totalmente a musculatura. Eles somente causam uma dormência no local que dá a sensação de paralisia e apenas amenizam as rugas locais. Por isso, não substituem a aplicação da toxina botulínica”, alerta Valcinir Bedin, dermatologista formado pela Universidade de São Paulo (USP) e Diretor do Centro Integrado de Prevenção do Envelhecimento (CIPE).

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