Neste abril, ao abrir um noticiário, me deparei com uma noticia dando conta que os E.U.A., havia embargado LARANJA do Brasil, fato deprimente que coloca o “AURIVERDE PENDÃO“, em cheque e no chão.

Deve-se no entanto, analisar extraindo a lição, e “nossotros” desta região, tida e havida como de longínqua “periferia oeste”, e não como Centro Oeste, observar que se naquele pais ianque e de primeiro mundo, a melhor laranja foi rejeitada, calcule então os senhores,  que tipo de produto que nós consumimos.

Este modelo do abastecimento de hortifrutigranjeiro é vulnerável, maléfico e assalta o bolso do consumidor, empurrando goela a baixo produtos de péssima qualidade, altamente tóxicos e nocivos aos seres vivos.

Difícil mesmo é acreditar que, a cada dia a ingenuidade e a necessidade, expõe e impõe a parceria da população com a contaminação. Porque o foco principal é o aumento da arrecadação. Esquece-se que há necessidade em:

– Aumentar o efetivo de fiscais nas barreiras, nas feiras, nos mercados;

– Aumentar a vigilância sanitária animal e vegetal;

– Disciplinar o abastecimento e a comercialização dos produtos hortifrutigranjeiros, etc……….

Leia também:  Polícia esclarece latrocínio de dentista com identificação de 3 envolvidos entre eles um menor

Atentos e sabedores da nossa fragilidade, os especuladores após abarrotarem os mercados de ponta do Centro Sul empurram para a ”periferia“, o resto, a sobra o excedente.

É simples!! É só dar um brilho, uma maquiada, uma lavada, uma mergulhada, neste ou naquele produto que após pesagem, segue para o livre comercio, e aqui como num “passe de mágica”, ganham tipo lá e acolá, conforme seus interesses.

Em abril de 1998 fiz um alerta, que foi publicada na revista minerva editada pelo CREA – MT, quatorze anos depois se faz necessário, apelar de novo para a sociedade como um todo, porque o assunto é preocupante, e não podemos ficar de braços cruzados, sob pena de sermos responsabilizados. Trata- se de problema grave, tanto quanto a droga, a segurança, o abastecimento da água, o desemprego etc… Porque isto é, saúde e qualidade de vida.

A ingestão lenta e gradual desses produtos tóxicos, desses hormônios, desses corantes, desses conservantes, desses estimulantes etc., degrada e danifica a saúde dos seres vivos, portanto alguma medida urgente deve ser tomada, para barrar esse processo e impedir que esta “periferia”, continue sendo deposito daqueles descartes.

Leia também:  TURFE POINT – SPORTS BAR em Cuiabá

A indiferença, a conivência, a impotência nos fazem reféns, pois tudo isso acontece frente a frente, e os nossos pequenos produtores principalmente os da Baixada Cuiabana estão entregues a própria sorte, são órfãos e carente de Política Publica Consistente de Apoio, diante disso pouco se produz para comercialização e o abastecimento.

A regra imposta é bruta. O melhor produto nosso é para exportação. A melhor carne nossa é para exportação. Enfim, tudo de melhor nosso vai pra lá, e tudo de pior de lá vem pra cá, que são somados aos passivos, acrescidos dos preços aviltados, praticados aqui.

É inacreditável, mas esse modelo deve fazer inveja aos mais espertos e mais sabidos industriais deste país, que das lagrimas sofridas, aumentam a produção do nosso álcool, que vai pra lá e volta pra cá, com os preços abusivos. Da poeira branca e da cinza, aumentam a produção de nosso cimento, que vai pra lá e volta pra cá, com os preços abusivos etc.

Leia também:  O juiz errou sim, doutor

Ora!! Esse vai e vem, é revoltante, desgastante e estressante, ficando aqui só a triste lembrança, da beleza e da riqueza de nossos cerrados, nossas matas, nossos rios, da pureza de nosso ar, do nosso céu azul varonil cor de anil.

“Essa catástrofe me faz lembrar um primo meu, o pequeno e valente Gonçalo conhecido como “PAGÉ”, que dizia” sou pequeno, mas não sou pedaço”, e assim como fez o beija flor, que com a gota d’água, fazendo a sua parte, ajudou apagar o incêndio da floresta,  vamos juntos e no meio das feras, catar os cacos e pegar os pedaços ,para fazer valer a integridade deste pedaço  de “CHÃO ABENÇOADO”.

 

Gomeraldo Santos Pedroso de Barros é cuiabano – “caboclo ribeirinho”, Engenheiro Agrônomo – formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e Assessor de Gestão Ambiental da Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana de Mato Grosso (Setpu) 

 

Advertisements

Comentários

*Os comentários aqui publicados são de responsabilidade dos usuários e não representam a opinião do site.