Caminhada feita no Rondon Plaza Shopping para lembrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Foto: Ronaldo Teixeira/AGORA MT

Mais de duzentas pessoas participaram de uma passeata, na tarde deste sábado (31/03), em volta do Rondon Plaza Shopping para lembrar o Dia Mundial de Conscientização do Autismo, comemorado amanhã (02/04), o manifesto foi organizado pela Associação de Pessoas com Transtorno de Autismo (ARPTA)

A assessora jurídica da ARPTA, Jackeline Masson Gonçalves, afirmou que a movimento atendeu as expectativas e acredita que por iniciativas com essas será possível conquista melhorias para as pessoas que sofrem do transtorno possam ter uma vida mais independente e autônoma.

Jackeline explicou que um dos motivos principais da mobilização é chamar a atenção de que em Rondonópolis existem autistas e que precisam de politicas  voltadas para as pessoas que sofrem do transtorno, pois podem ter a limitação contornada com tratamento adequado. “A questão do autismo no município ainda é ignorada, não temos escolas para atendê-los e nem mesmo médicos qualificados para diagnosticar o transtorno”.

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A psicóloga Erica Rezende Barbiere, disse que 1% da população é autista, mas que muitos não sabem que sofrem do transtorno e são tratados como deficiente mental, mas que as autoridades só vão ter conhecimento de que é necessário fazer algo se as famílias ser mobilizarem.

De acordo com a psicóloga um rapaz da associação foi tratado por 12 anos como deficiente mental e nos últimos três anos, quando foi constato que se tratava de autismo e oferecido acompanhamento especializado ele teve melhora significativa, principalmente na questão da fala. Erica relatou que tramita um projeto de Lei no Senado, para que seja oferecido gratuitamente o tratamento para os autistas, pois nem todos os pais têm condições de custear o tratamento e às vezes nem de buscar um diagnostico.

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Alexandro Oliveira, pai de uma criança de 3 anos e meio que sofre do transtorno, relatou o problema maior foi iniciar uma comunicação com o filho, mas passada essa limitação não há diferença entre as demais crianças. “É preciso compreender e respeitar as limitações de um autista, mas quando são tratadas adequadamente podem ser independentes”.

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