Delegados esclareceram o latrocínio à imprensa Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

A Polícia Civil de Rondonópolis e de Pedra Preta concluiu o inquérito do latrocínio onde o vendedor de joias Milton César da Silva (44) foi assassinado com um tiro na cabeça na noite do dia 4 de novembro de 2011. Os delegados Percival Eleutério de Paula (Delegacia Regional de Rondonópolis), Claudinei Lopes (Delegacia Especializada em Roubos e Furtos – DERF) e Antônio Carlos Araújo (DERF) apresentaram a conclusão do caso a imprensa na manhã desta quinta-feira (26/04) no auditório do Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC).

Foram presos Marcos João da Silva (21), conhecido pelo apelido de “Rosquinha”, Natelson Rodrigues Afonso (21) e Pedro Henrique Gonçalves dos Santos (18). Há um quarto envolvido no crime, Gabriel Henrique Castro de Carvalho (23), que está foragido, onde de acordo com o delegado da DERF Claudinei Lopes, foi quem planejou o roubo.

De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Polícia Civil, o objetivo dos acusados era roubar joias da casa de Milton César, mas como não encontraram o que procuravam, passaram a roubar as joias dos familiares do vendedor assassinado. Apenas Marcos João da Silva e Pedro dos Santos entraram na casa da vítima, os outros aguardaram do lado de fora da casa. Os dois rapazes confessaram o crime e explicaram como tudo aconteceu.

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Marcos confessou ser o autor do disparo que matou Milton César. Os quatro envolvidos no crime vão responder por quadrilha armada, latrocínio e roubou majorado. A investigação do caso contou com a participação de investigadores da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERF), Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DCCP-CISC) de Rondonópolis, e da Delegacia de Pedra Preta.

INDICIADOS

Dentre os quatro acusados, um está foragido Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

O delegado Claudinei Lopes esclareceu que além de ser o planejador do roubo de Pedra Preta, o indiciado Gabriel de Carvalho também praticou outros assaltos, inclusive alguns que ocorreram no mesmo dia, onde cinco pessoas foram roubadas em outubro e início do mês de novembro de 2011. “Gabriel era estudante do curso de Direito e fez estágio em um escritório de advocacia desse modo passou a ter contato com criminosos”, diz.

Segundo o delegado Gabriel é considerado um dos bandidos mais perigosos de Rondonópolis, já que além de praticar o crime ele também organiza.  “Como Gabriel não tem nenhuma fonte de renda, ele sobrevive do dinheiro do crime, o que faz com que os roubos aconteçam com frequência”, fala.

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O delegado explica que Gabriel foi preso durante a Operação Cascalhino em fevereiro de 2012, mas foi solto de forma irregular pelo sistema prisional. Como Gabriel de Carvalho está foragido, o delegado Claudinei Lopes comenta que se caso o rapaz for preso, ele pode responder pelo crime de latrocínio (Roubo seguido de morte) junto com os outros três envolvidos.

Segundo o delegado, o outro acusado, Marcos João da Silva (“Rosquinha”) foi quem atirou no vendedor de joias Milton César. Claudinei Lopes contou que Rosquinha também ficou conhecido após ter participado no latrocínio que ocorreu em 23 de agosto de 2011 em uma padaria no Bairro Jardim Santa Cruz, em Rondonópolis, onde o vigia Salvador Alves da Silva (72) foi atingido por dois tiros pelo seu comparsa e morreu. Rosquinha também confessou ter roubado um guincho e uma drogaria da cidade em dois seguidos.

Já sobre Natelson Afonso, o delegado, Claudinei Lopes, afirma que ele foi preso durante a troca de tiros que ocorreu na manhã desta segunda-feira (23/04) no bairro Vila Operária, depois de ter participado do assalto de um malote que estava com um cliente no Banco do Brasil no valor de R$ R$ 178.519,48. Durante os assaltos Natelson tem o perfil de agir com muita agressividade com as vítimas.

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O delegado Claudinei Lopes diz que os indiciados Marcos da Silva (“Rosquinha”), Gabriel de Carvalho e Natelson Afonso são assaltantes considerados perigosos por responderem também por dois latrocínios. “Além do crime de latrocínio onde eles podem pegar pena de 20 a 30 de reclusão, eles também podem responder pela prática de roubos onde se agrava de 1/3 a 2/3 da pena, o que pode chegar a mais de 50 anos de prisão para cada indiciado”, conclui.

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