Atual estação de tratamento de água. Foto Varlei Cordova/AGORA MT

Membros da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal e da Rede Socioambiental, juntamente com representantes do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), visitaram na manhã desta quinta-feira (05/04) a Estações de Tratamento de Água (ETA) do município. Na ocasião foram acompanhados também as redes de esgoto do Jardim Assunção e Jardim Nova Era, que depositam resíduos vindos das residências nos Córregos do Canivete e do Queixada.

Magno Pereira, presidente do Grupo Arareau de Pesquisa e Educação Ambiental e representante da Rede Socioambiental, disse que um dos objetivos da inspeção é evitar que o esgoto chegue aos rios e traga maiores problemas para a própria população, como por exemplo, o aumento de doenças e de insetos, mau cheiro, poluição da água e maior necessidade de tratamento da água e principalmente a degradação do meio ambiente.

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O presidente da Associação Rondonopolitana de Proteção Ambiental (ARPA) e também membro da Rede Socioambiental, João Fernando Copetti Bohrer, ressaltou que além da analise serão levantadas possíveis soluções para resolver alguns problemas detectados na visita e minimizar os efeitos.

O presidente da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, vereador Olímpio Alvis, disse que ficou entristecido com o que observou nos pontos visitados e não enxerga soluções à curto prazo, mas que irá requerer uma reunião com representantes de órgãos ligados à defesa do meio ambiente para contornar a situação.

Esgoto depositado no Córrego do Queixada, que deveria ser galeria de água pluvial.

O engenheiro ambiental do SANEAR, Hermes Ávila de Castro, relatou que a estação de tratamento passa por melhorias e resolverá parte dos problemas, pois a tratamento do esgoto passará do sistema Anaeróbio para Aeróbio, o que reduzirá significativamente o mal cheiro.

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Hermes disse também que a mudança de sistema para o tratamento da água também irá proporcionar uma otimização no processo, pois passará a receber cerca de 700 litros de esgoto por segundo, sendo que hoje é captado em torno de 240 litros por segundo. “Atualmente atendemos 28% da população e com o sistema Aeróbio teremos capacidade para atender quase 100% da demanda”, afirmou Hermes. A previsão de conclusão da obra é para novembro deste ano.

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