A eleição que ocorrerá no dia 18 de abril, quarta feira, será decisiva para as pretensões do Campus Universitário de Rondonópolis avançar na sua luta pela criação da UFR, bem como consolidar os cursos existentes, abrir outros e implantar políticas acadêmicas estratégicas em todas as áreas do conhecimento.

Três chapas concorrem às eleições.

A Chapa 3 – encabeçada pelos professores doutores Edinaldo de Castro e Silva e Arlan Azevedo Ferreira – representa a esperança de um avanço acadêmico real e democrático. Sua proposta contempla quatro eixos: 1º) descentralização administrativa e financeira das unidades acadêmicas; 2º) investimento mais efetivo na manutenção dos recursos materiais e tecnológicos, melhoria e garantia de continuidade dos projetos de ensino, pesquisa, extensão, inclusive da Universidade Aberta do Brasil; 3º) estreitamento das relações com a sociedade, sobretudo no direcionamento das políticas acadêmicas e 4º) humanização nas relações e condições de trabalho e estudos.

A proposta da Chapa 3 se encaixa nas principais reivindicações do Campus Universitário de Rondonópolis. Uma de nossas principais estratégias para a criação da UFR é conseguirmos a autonomia administrativa e financeira do Campus, prerrogativa que as sucessivas administrações da UFMT sempre nos negaram. Há muito tempo lutamos para gerir os nossos próprios recursos e para criar as condições estruturais administrativas, financeiras e de gestão para a futura Universidade da região sul de Mato Grosso.

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Ainda no plano geral, a UFMT precisa de um dirigente-mor capaz de fazer a mediação política com os governos municipais, estaduais e federal e, desse modo, recolocar a Instituição como protagonista no desenvolvido científico, tecnológico, sociocultural e ambiental no cenário acadêmico e político. É importante lembrar que nos últimos quatro anos, o então Ministro da Educação, os governadores do Estado e o Prefeito de Rondonópolis não receberam sequer uma visita da Reitora da UFMT para tratar da criação da UFR, nem para discutir projetos e recursos para pesquisa e extensão para o Campus local. Aliás, pairam dúvidas sobre os motivos pelos quais o Governo Federal ainda não anunciou a construção do Hospital Universitário Público para a nossa cidade, ao contrário do que aconteceu em Cuiabá e Sinop.

No plano administrativo e acadêmico, Rondonópolis precisa de reitorado que trabalhe para consolidar os cursos existentes, completando os quadros docentes dos cursos recém criados e contratando servidores para as secretarias dos cursos, laboratórios e manutenção de equipamentos. É urgente a criação de dois novos institutos: nas áreas econômicas e da saúde. Ademais, passou da hora de fortalecer os cursos de pós-graduação em nível mestrado. Espaço físico próprio e adequado, políticas de pesquisa e extensão com recursos também da UFMT e articulação da administração superior com outras instituições e entidades são demandas que precisam ser atendidas se quisermos ampliar o número de mestrados e a criação de cursos de doutorado.

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O Campus precisa de um projeto ousado. A sociedade pede e necessita de um Hospital Universitário Público e de um Curso de Medicina. Antecede a este, a construção do Hospital, a implantação de novos cursos de graduação (Bioquímica, Farmácia e Nutrição) e de uma faculdade que deverá contar com o curso existente de Enfermagem.

A estrutura física do Campus também precisa de um planejamento estratégico. O Restaurante Universitário precisa ser triplicado e receber melhorias de ambientação. Os docentes precisam de salas de trabalho e a demanda já vem sendo protelada há mais de oito anos pela administração superior da UFMT. Rondonópolis tem 2.500 alunos, mais de 200 professores e 150 trabalhadores técnicos-administrativos, mas não possui espaços culturais e esportivos. E mais, o plano diretor do Campus precisa ser posto em execução e contemplar construções verticais completas para atender necessidades administrativas e acadêmicas.

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Ainda no plano acadêmico, a pesquisa e a extensão precisam assumir o status que lhes é de atribuído pelo Estatuto da UFMT. A administração, por sua vez, deve assumir o seu caráter de atividade meio, de suma importância para atender os três pilares da academia: ensino, pesquisa e extensão.

Outra proposta relevante da Chapa 3 é a continuidade das atividades e projetos do Campus que estão em conformidade com a vontade e o trabalho dos profissionais que atuam em Rondonópolis e da sociedade local.

Como se vê, esta não é uma eleição qualquer. Ela é decisiva para o destino da educação superior na região sul de Mato Grosso. Por isso, nossa responsabilidade é imensa.

Paulo Augusto Mário Isaac – professor de Ciências Sociais da UFMT, Campus Universitário de Rondonópolis.

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