Os docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizam, na tarde desta quinta-feira, assembleia geral para avaliar o movimento grevista que já dura oito dias. O grupo deve repassar também outras informações da mobilização, aderida por 44 universidades federais. De acordo com assessoria de imprensa da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), o movimento está encaminhando um documento aos professores que estão ignorando a paralisação. O grupo aponta que são casos isolados.

Ontem, representantes dos movimentos grevistas de todo o país participariam, em Brasília, de uma reunião com o secretário da Secretaria de Educação Superior (SESU), Amaro Lins. No entanto o encontro foi desmarcado e o motivo não foi informado. Ainda ontem, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, pediu que os professores voltassem às aulas, mas não apresentou nenhuma contraproposta à categoria.

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Em Mato Grosso, a UFMT tem campus em Cuiabá, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Pontal do Araguaia. Somando todos, cerca de 20 mil alunos estão sem aulas. A categoria busca melhores condições de trabalho, além de sensibilizar opinião pública para a desvalorização da carreira que, segundo o próprio grupo, está “há mais de 20 anos vem sendo negligenciada por todos os governos”.

O menor salário do docente federal hoje é R$ 557, 51, por 20 horas. É reivindicado piso proposto pelo Dieese, de R$ 2.322,35.

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