Em pronunciamento feito hoje (28), do plenário da Câmara, o deputado Carlos Bezerra chamou a atenção para a necessidade de um debate das grandes questões nacionais, sob pena de o Brasil permanecer refém de seus problemas internos, na ausência de políticas públicas mais consistentes e coerentes.

“Não devemos temer o enfrentamento de tais questões”, disse o deputado, para quem a ditadura militar despolitizou o País, levando a um empobrecimento político, com fechamento das organizações estudantis e sindicais.

“A nação não pode ficar estagnada. O Brasil, hoje, tem dificuldades de discutir as grandes questões nacionais”. Para ele, o PMDB precisa ser o protagonista dessa discussão, porque o Partido dos Trabalhadores corre o risco de perder o discurso, como aconteceu com o PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

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“Não é de hoje que a classe política e a sociedade civil reclamam a implantação das reformas tributária, política, previdenciária e trabalhista no Brasil, que vêm atrasando o pleno desenvolvimento”, ressaltou.

Para Bezerra, o Brasil vem consolidando conquistas importantes nos últimos anos, com distribuição de renda, que verdadeiramente alterou o perfil da população brasileira, inclusive nas áreas da saúde e da educação, embora aquém das reais necessidades.

“Mas o País não pode continuar submetido a um modelo político esgotado, a um sistema tributário paralisante, a uma relação capital/trabalho totalmente ultrapassada”, criticou.

Disse Bezerra que a necessidade de uma reforma política é unanimidade no Brasil, sendo que o financiamento público das campanhas eleitorais é uma delas. Outro aspecto, segundo ele, é o “número absurdo” das chamadas legendas de aluguel, e a necessidade de proibição de coligações nas eleições proporcionais.

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Quanto à reforma trabalhista, disse o deputado, a diminuição dos encargos trabalhistas terá como efeito imediato o aumento significativo da oferta de empregos e da competitividade do produto nacional no exterior.

“O elevadíssimo custo da relação capital/trabalho no Brasil é responsável, entre outros problemas, pelo sucateamento da indústria brasileira, que, além de se ressentir da ausência de política industrial consistente, não se sustenta em razão da baixa competitividade”.

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