Aumentar e remodelar as formas dos glúteos por meio do silicone já virou febre no Brasil. De acordo com levantamento da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), só em 2009, foram realizadas cerca de oito mil gluteoplastias em todo o País.

Com preços que variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil e diferentes tamanhos do produto – as próteses têm diferentes tamanhos, entre 180 e 350 ml – cada vez mais mulheres na faixa etária dos 30 optam pelo procedimento. Sendo que, cada tipo de silicone atende a uma demanda. As próteses arredondadas, por exemplo, são utilizadas para aquelas que querem aumentar a região. Já as ovais tendem a alterar as dimensões laterais dos glúteos. De qualquer maneira, as substâncias são introduzidas por meio de pequena incisão, que deixa cicatriz quase imperceptível.  Mas, por ser um procedimento invasivo, o implante pode gerar complicações à região, tais como o mau posicionamento das próteses e até infecções.

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Prós: De acordo com Eduardo Lintz (CRM-SP 87553), cirurgião plástico e professor assistente do Instituto Ivo Pitanguy, “diferentemente do material utilizado na plástica dos seios, no bumbum os implantes são mais coesivos e consistentes. Eles realmente melhoram o contorno dos glúteos, mas há riscos, como em qualquer procedimento cirúrgico.”

O especialista esclarece ainda que, não é apenas na composição que o implante de bumbum difere do de seios. Segundo o ele, após a implantação das próteses nos glúteos é necessário um acompanhamento para verificar como o organismo está se adaptando, entretanto, na maioria dos casos, não há necessidade de reposição, como acontece com os que são implantados no busto. Porém, o médico afirma que, caso as nádegas fiquem enrijecidas é necessário trocar as próteses.

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Contras: Apesar do aumento na procura pelo procedimento, o cirurgião plástico lembra que nem todas as mulheres podem recorrer ao método. “Não indico para adolescentes, mas cada caso deve ser analisado. Há mulheres de mais idade que também não devem colocar o silicone no bumbum, por conta do alto risco de complicações.”

Segundo o cirurgião, entre os principais riscos do procedimento estão o aparecimento de complicações como infeções na região ou ainda o mau posicionamento das próteses.

Em média, a cirurgia dura duas horas, mas pode variar, de acordo com cada paciente. O tempo de recuperação também difere de pessoa para pessoa. “Pode haver edemas, desconforto ao toque e sensibilidade. Além disso, o paciente pode ficar até um mês sem poder sentar ou deitar de costas”, ressalta Eduardo.

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