Dr. Manoel tentando convencer filiados do PMDB da viabilidade do seu nome - Foto: Varlei Cordova / AGORA MT

O médico ginecologista e vereador, Manoel da Silva Neto (PMDB), resolveu seguir os conselhos de sua esposa, Valéria Bevilacqua (PSC) e colocou seu nome a disposição do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), para uma eventual disputa, em eleição indireta, a prefeito, caso o ex-prefeito José Carlos do Pátio (PMDB), não consiga reaver seu mandato.

O médico atacou a possibilidade do PMDB não entrar na disputa e expos sua posição ontem (21/05) durante reunião do diretório municipal do partido, “Acho que o partido deve entrar na disputa para prefeito, caso haja eleição indireta, (…) por isso coloco meu nome a disposição do partido”, reclamou o médico.

A decisão de entrar na disputa só foi revelada depois de muita insistência da esposa do vereador e do empresário, Edmilson Paulista (PMDB), um dos empreiteiros com maior número de obras em andamento na prefeitura de Rondonópolis e com estreita ligação com a esposa do vereador, por conta de ambos congregaram na mesma igreja, desde quando foi candidato a prefeito em 1986 e Valéria foi sua principal coordenadora de campanha.

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Ao que parece a possibilidade da candidatura do Dr. Manoel pode provocar um novo racha dentro do PMDB, já que após a briga entre o grupo de Pátio e do Deputado Carlos Bezerra (PMDB), que inclusive acabou com a intervenção da direção regional, este pode se tornar um novo ponto dentro de atrito dentro da sigla em Rondonópolis.

O PRINCIPAL APOIADOR

O empreiteiro Edmilson Paulista (PMDB) desde que perdeu a eleição para vereador em 2004 se tornou o principal apoiador das campanhas do vereador Dr. Manoel, e desde que Pátio assumiu a prefeitura em 2008, Paulista, se tornou o maior empreiteiro a construir obras da prefeitura de Rondonópolis.

Paulista também foi candidato a prefeito em 1996, em uma disputa com o ex-prefeito Alberto de Carvalho (PTB), que à época militava no PMDB e o ex-prefeito do município de Pedra Preta, Augustinho Freitas, hoje sem partido. Sem sucesso em 1996, Paulista conseguiu na disputa em 1998, boa votação para deputado estadual, conseguindo ficar como primeiro suplente e assumindo a vaga por um período.

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Nesta mesma época o empresário chegou a ser preso pelo delegado da Polícia Federal (PF), Rui Antônio da Silva, após um caminhão que transportava mercadorias para as empresas Lojão do Queima (Rondonópolis) e Magazine Oba Oba (Cuiabá), ter sido flagrado por agentes da Polícia Rodoviária Federal transportando mercadorias importadas, que não constavam na Nota Fiscal, eram peças para fogões, bicicletas e batedeiras.

Após a prisão de Edmilson a PF realizou buscas em algumas propriedades do empresário onde foi apreendida uma quantidade de mercadoria de origem estrangeira, entre as quais roupas e bijuterias.

A carreira política do empreiteiro também foi marcada por outro fato marcante em 2001, quando o principal aliado do Dr. Manoel foi acusado de ter faltado a três sessões consecutivas da Câmara Municipal, fato que, segundo a Lei Orgânica do Município, lhe custaria a extinção automática do mandato. Além disso, pesava sobre o seu filho e chefe de gabinete a acusação de ter falsificado a assinatura do pai no livro de presença.

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Nenhuma dessas duas acusações foi provada. Em relação às faltas consecutivas, o vereador apresentou atestado médico justificando duas ausências, nas 36ª e 37ª sessões (dias 14 e 21 de novembro de 2001).

Segundo o atestado, emitido em Curitiba (PR), o vereador Edmilson Paulista estava acometido de “gastrite” e, portanto, incapacitado para o trabalho. Por causa do imbróglio criado, Paulista, teve seu mandato suspenso por noventa dias, em decisão inédita tomada em sessão extraordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis.

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