Para Mato Grosso se tornar o maior produtor de leite do país nos próximos 10 anos é fundamental investir em tecnologia e capacitação da mão de obra. A constatação faz parte dos resultados do Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Leite de Mato Grosso, produzido pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) a pedido da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

Na pesquisa foram entrevistados 380 produtores de leite, 23 indústrias e 10 cooperativas.  O estudo revelou que para 38,9% dos produtores o principal entrave na produção é a falta de informações técnicas. Sobre capacitação, 98,2% dos entrevistados afirmaram sentir a necessidade de se qualificar. O investimento em tecnologia também foi abordado como outra necessidade do setor, visto que apenas 18% dos produtores fazem a ordenha mecânica. A grande maioria (82%) ainda faz a ordenha de forma manual.

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Para o presidente da Famato, Rui Prado, ampliar o uso de tecnologia e investir em qualificação profissional dos trabalhadores e produtores são algumas alternativas para elevar a produção dos atuais 3 litros/dia por animal para 6 litros/dia. “Mato Grosso tem potencial para ser o maior produtor de leite do país, mas, para isso, é necessário investimentos em qualificação profissional e, neste caso, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT) tem o comprometimento de capacitar mais trabalhadores na área de pecuária leiteira”, destaca.

O presidente da Associação dos Produtores Rurais de Mato Grosso (Aproleite), Alessandro Casado, pontua que, além de capacitação, é necessário levar informação ao produtor e oferecer assistência técnica especializada, já que o Diagnóstico da Cadeia Produtiva do Leite de Mato Grosso apontou que 95,5% dos produtores não têm acesso a assistência técnica especializada. “Infelizmente nós estamos tendo gargalos em vários pontos por falta de conhecimento. Os produtores e trabalhadores precisam passar por capacitação e receber incentivos para investir no melhoramento da produção, aquisição de animais de boa qualidade, melhorar as pastagens e ter o suporte necessário da assistência técnica”.

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Para aumentar a produção de leite, alguns produtores investem constantemente em qualificação. É o caso do produtor Getúlio Vilela Figueiredo, cuja tradição familiar de produção de leite vem de Minas Gerais, onde ele possui propriedade. Há cinco anos, Figueiredo também tem fazendas de pecuária leiteira no município de Juara e no Distrito Olho D’Água, em Cuiabá. Lá a produção de leite atinge em média 500 litros/dia. Figueiredo comenta que sempre participa de treinamentos junto com seus funcionários e conta com assistência técnica especializada em suas propriedades. Além disso, toda a ordenha é mecanizada. “De fato, para ter bom lucro é preciso aumentar a produção e para isso é fundamental investir em capacitação e novas tecnologias, buscando sempre novos cursos e renovando as tecnologias utilizadas. É um investimento constante”, afirma.

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