O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) confirmou hoje (16) que o militar brasileiro que estava no comboio de observadores da Organização das Nações Unidas (ONU) atingido ontem (15) por uma explosão no Norte da Síria sobreviveu. Detalhes sobre o estado de saúde dele são preservados, assim como o nome e a patente do militar.

O comboio de observadores estava na cidade de Khan Sheikhoun, localizada entre Idlib e Hama. O ataque ocorreu no momento em que havia uma multidão acompanhando um funeral na cidade. O choque matou pelo menos 20 pessoas, segundo dados preliminares.

A ONU informou que quatro de seus veículos formavam um comboio. Três deles foram atingidos por uma bomba instalada na estrada. O capitão de mar e guerra Alexandre Feitosa, brasileiro que está no Departamento de Missões de Paz da ONU, disse que todos os detalhes do ataque serão apurados.

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Em menos de uma semana, esse foi o segundo ataque a um comboio da ONU. No dia 9, uma explosão perto de uma equipe de observadores, em Daraa, feriu soldados sírios que acompanhavam a delegação.

Há 14 meses, a Síria vive em clima de guerra. Opositores ao regime do presidente sírio, Bashar Al Assad, exigem sua saída, o fim das violações aos direitos humanos e mais liberdade de expressão. O governo Assad sofre pesadas sanções internacionais, mas os confrontos permanecem na região. A estimativa é que mais de 10 mil pessoas morreram nesse período.

A ONU pretende enviar 300 observadores à Síria na tentativa de encerrar o impasse e abrir as negociações internas. O governo do Brasil contribuirá com mais 11 militares – quatro da Marinha, quatro do Exército e três da Aeronáutica. Oito já estão na Síria.

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