A Comissão Estadual de Adoção (Ceja) e Associação Mato-grossense de Pesquisa e Apoio a Adoção (Ampara) lançaram, ontem, campanha para incentivar a adoção de crianças em idade tardia. Atualmente, 597 estão em abrigos. Dessas, 68 com o processo de destituição familiar finalizado e aguardam uma nova família.

O problema, segundo a coordenadora da Ceja, a juíza Helena Maria Bezerra, é que a maioria delas tem mais de 3 anos, não se encaixando no perfil exigido pelos candidatos. Das 597 crianças abrigadas, apenas 3 tem 1 e 2 anos. O restante já passa dos 3. Em contrapartida, 401 candidatos estão na fila aguardando para adotar um filho.

A magistrada afirma que, nos últimos anos, vários trabalhos vem sendo feitos pelo Judiciário e parceiros, e tem conseguido bons resultados. Este ano, por exemplo, já foram deferidas 96 sentenças de adoção. O número é quase igual ao de processos do ano passado, quando 118 crianças foram adotadas.

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Uma das iniciativas desenvolvida pela Ceja para incentivar a adoção tardia, é o projeto Padrinhos. Ele busca pessoas (padrinhos e madrinhas) que tenham o desejo de apadrinhar crianças e adolescentes com possibilidades remotas ou inexistentes de adoção. Além de proporcionar aos abrigados experiências, possibilitando a criação de vínculos afetivos e também a criação de referências com pessoas de fora, desperta em muitos padrinhos o desejo da adoção.

Quem desejar ser padrinho de alguma criança que vive em abrigos pode se cadastrar na CEJA ou a Vara da Infância e Juventude da cidade, apresentando fotocópias dos documentos pessoais e comprovante de residência.

Inúmeras atividades serão realizadas até sexta-feira, para comemorar a Semana Nacional da Adoção em Mato Grosso.

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