As obras nas rodovias que passam por Rondonópolis estão gerando discussões entre os parlamentares. O vereador Milton Mutum, subiu a tribuna durante a sessão da Câmara de hoje para criticar as explicações dadas pelos órgãos responsáveis após a divulgação do relatório das obras.

O vereador afirmou que está tentando entender o que realmente está acontecendo com as obras, já que ainda não está claro. Para Mutum o número de veículos não pode ser a causa de ter estourado um asfalto em menos de 60 dias. “O projeto não é tão antigo como todos estão dizendo. Em 2006 já se falava que trafegava em Rondonópolis cerca de 12 mil veículos por dia e agora vem e dizem que o projeto não foi feito para suportar isso. Em três anos um projeto deixa de ser o ideal?”, fala.

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Mutum contou que vai buscar informações detalhadas e pediu para que a população não aceite que se iniciem as obras sem que esteja tudo esclarecido.

Em resposta a fala do parlamentar, o presidente da Câmara Ananias Filho, explicou a situação das obras. De acordo com Ananias há três projetos em discussão, mas alguns políticos estão distorcendo o andamento das coisas.

Sobre a duplicação da BR-364 que vai até o Posto Gil, Ananias, alegou que a obra não se desenvolve porque falta uma licitação. Ananias disse que há uma promotora de carreira do DNIT que não aceita assinar para que se emita a licitação antes que se resolvam as indenizações. “Essa promotora está atrasando o desenvolvimento em Mato Grosso. A ideia que ela defende é diferente de todo o resto do Brasil, ou seja, atrasa uma obra por causa de indenizações”, diz.

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Segundo Ananias a segunda obra se trata do viaduto que está parado esse tempo todo por causa de duas desapropriações. “O procurador do estado e o procurador do DNIT não estão se acertando nos valores da indenização e por isso fica tudo paralisado”.

Por último, Ananias explicou a terceira obra que é a travessia urbana e declarou que tirando a burocracia e o período chuvoso essa obra só contou com 16 meses. Ananias salientou que as buscas por recursos iniciaram em 2006, a autorização da licitação saiu em 2008 e só em 2011 voltou a ser realizada.

“Houve uma denúncia do vereador Milton Mutum  no início do ano sobre as falhas nas obras, o que valeu muito, tanto que os vereadores não se acovardaram e estão buscando por soluções. Mas foram constatados erros e temos que corrigir. A solução se acha com trabalho e não com discurso. Não vou lutar para paralisar as obras”, finaliza.

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