Foto: assessoria“Temos que ajudar a desatolar o Estado. Eu não sou do quanto pior melhor. Eu sou favorável a um Mato Grosso com muito mais do que temos”, afirmou o deputado Percival Muniz (PPS) na sessão matutina dessa quarta-feira, dia 30, ao se posicionar favorável à proposta do governo do Estado de renegociação da dívida de Mato Grosso. Segundo ele, a proposta é uma boa alternativa para que o poder executivo possa investir mais em infraestrutura.

Hoje, Mato Grosso deve R$ 4,6 bilhões, sendo que o resíduo é de R$ 1,15 bilhão. A proposta do governo estadual é que um banco, ainda não definido, assuma os resíduos da dívida com a União e o Estado passe a fazer o pagamento à instituição.

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Assim, as parcelas desoneradas do erário seriam menores e pagas em um prazo maior, em até 30 anos. Sobra, de certa forma, dinheiro para aplicação na reestruturação do Estado, com investimentos em rodovias, além de outros setores estruturais, que tem recebido poucos investimentos ao longo dos últimos anos.

“Se a gente for fazer uma charge de Mato Grosso, seria a imagem de um trator  atolado com um motorista assobiando. Precisamos desatolar Mato Grosso e a renegociação é uma boa alternativa”, frisou o deputado socialista.

Oposicionista, Percival diz que “não tem porque embirrar com o governo para não deixar Silval investir na construção de hospitais, na infraestrutura, sem fazer estrada, ficar na ladainha de somente pagar a folha, ficar nesse ‘governinho’. É bom abrir prazo para que Mato Grosso possa voltar a investir, e isso será bom para qualquer um que venha a ser governador. Eu sou de oposição e sei que Mato Grosso é muito mais do que é hoje”, destacou ele.

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Percival acrescentou que caso o governador Silva Barbosa (PMDB) faça algo errado, que o prendam. Segundo ele, o importante é encontrar uma alternativa para “soltar” Mato Grosso. “É inadmissível Mato Grosso ainda ter 44 municípios sem pelo menos uma ligação de asfalto”.

Ele ainda citou como exemplo das dificuldades enfrentadas pelo Estado, as dificuldades vivenciadas pela região do Araguaia, que, para ele, está virada de costas para Cuiabá.

“Não podemos continuar convivendo com a situação vergonhosa de termos numa região, como o Araguaia, que vive como se a capital é Goiânia, sem leito de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) num raio de 400 km”, concluiu Percival.

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