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A desmotivação das mulheres vítimas de agressões em registrar denuncias é a preocupação da presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Rondonópolis (CMDM), Sandra Raquel Mendes, que contesta a mudança da Delegacia da Mulher da região central da cidade.

Sandra relatou que muitas mulheres chegam no prédio e apenas apresentam queixa no conselho e quando sabem que a delegacia da mulher mudou de local e devem ir até a Vila Aurora para registrar um Boletim de Ocorrência desistem de fazê-lo. “A maioria das mulheres vitimas de agressão são de classe baixa e desanimam quando pensam em ir a pé ou de moto taxi até a delegacia para fazer a denuncia. Tem sido frequente as mulheres que desistem de fazer denuncia e infelizmente o conselho não tem condições de levar todas na delegacia”.

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Outra situação questionada pela presidente do CMDM é o fato de que o novo prédio é alugado e as instalações não são as melhores.       “Pelo que pude observar trocaram seis por meia dúzia no que se refere a estrutura e acessibilidade. Pelo menos aqui o prédio é próprio, acredito que uma reforma seria mais viável do que alugar um novo local”, questionou Sandra que propôs a criação de um núcleo de atendimento às mulheres, que oferecesse uma delegacia com plantão de 24h, com atendimento de assistente social, psicólogo e também do CMDM.

A presidente do conselho ressaltou que Rondonópolis precisa urgentemente de uma secretaria e políticas públicas direcionadas para as mulheres.

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