Agradecemos o espaço ora concedido para que possamos prestar contas do trabalho desenvolvido à frente da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rondonópolis nesses 3,3 anos.  Sabíamos do enorme desafio que iríamos enfrentar, mas graças a Deus e ao apoio da sociedade conseguimos chegar ao final de mais uma missão com o sentimento do dever cumprido! Tendo contribuído com a construção de um órgão ambiental forte, que no passado existia apenas no papel e que já em 2011 recebeu o reconhecimento público, no prêmio mérito logista do CDL.Para isso, investimos na aquisição de três veículos e duas motocicletas novas, móveis, computadores, câmeras fotográficas, aparelhos de GPS, medidores de pressão sonora, trenas, filmadora; investimos também em recursos humanos e treinamento para as áreas de recepção/atendimento, educação ambiental, fiscalização e licenciamento ambiental, unidade de conservação e áreas verdes, horto florestal, jurídica/administrativa e somado a tudo isso, mudamos a nossa sede de um prédio apertado, sem estacionamento e condenado pela justiça, ali do lado da feira livre da Vila Aurora para um espaço próprio, amplo, moderno e junto do verde e da natureza situado à margem esquerda do Rio Vermelho e Córrego Lourencinho na Vila Goulart. Ao lado da sede própria cedemos um espaço para a Rede Sócio Ambiental de Rondonópolis fazer seus encontros e reuniões, a fim de discutir, cobrar e sugerir idéias ao Poder Público, aos fundos – implantamos – a nova sede do Horto Florestal de Rondonópolis onde são produzidas mudas nativas, arbóreas, frutíferas, e etc… Foi graças a todos esses investimentos que municipalizamos o Licenciamento Ambiental para pequeno e médio potencial poluidor, sendo que hoje uma licença ambiental, dependendo do caso, é emitida em menos de um mês, no passado isso demorava até cinco anos! Com isso, valorizamos a mão-de-obra qualificada existente na cidade, tanto para a analise interna dos processos e nas vistorias quanto para a elaboração dos projetos por meio de contrato com empreendedores privados e, o dinheiro das taxas das licenças que antes iam para os cofres do Governo do Estado e não retornavam para a cidade – hoje estão – sendo depositados na conta do Fundo Municipal de Meio Ambiente e revertidos/investido na própria estruturação da pasta, no projeto de urbanização que é o plantio de grama e arborização de diversos bairros, no cercamento e proteção de áreas ambientais, e na colocação de lixeiras nos diversos logradouros públicos da nossa cidade.  Também ampliamos os depósitos provisórios regionalizados de captação de entulhos, galhos e objetos conhecidos como ecopontos, idealizado no passado por nossa pessoa; implantamos 15 pontos de entrega volutária, denominado PEV’s para o recolhimento do lixo eletro – eletrônico, sendo hoje a única cidade no Mato Grosso a contar com esse serviço, e estimulamos um empreendedor local a montar uma empresa para coletar e reciclar tais produtos, estando ela em fase final de concepção/implantação; apoiamos com caminhão e mão-de-obra a Cáritas Diocesana na implantação do projeto de reciclagem de lixo conhecido como Kobra Recicla Rondonópolis; mantivemos parceria com a cooperativa das indústrias de pneumáticos onde montamos um ecoponto de pneus usados na Mata Grande e estamos enviando para fora da cidade os pneus inservíveis; estimulamos a criação da Cooperativa de Recicladores de Pneus Usados constituída por donos de borracharias; apoiamos quando procurados, a iniciativa de algumas pessoas de formar empresas para trabalhar com a reciclagem de pneus usados, com objetivo de agregar valor ao produto e gerar emprego e renda na cidade, estando hoje duas empresas em processo de formação, devendo a RECICLANIP definir qual delas terá a matéria prima e irá se instalar; investimos num processo novo de educação ambiental que ficou conhecido como “Escolas Sustentáveis: brincando e aprendendo com a natureza” na Região do Córrego do Gavião na Gleba Rio Vermelho, onde em 2011 alunos de mais de quinze escolas municipais puderam participar, tendo o projeto sido realizado em parceria com a iniciativa privada e outros órgãos governamentais com o foco para a mudança de pratica e de postura tornando nossos estudantes em agentes multiplicadores na luta em defesa do meio ambiente e da vida; participamos de forma ativa na luta para conseguir recursos financeiros para a implantação dos parques municipais do Escondidinho na região da Vila Olinda, ora em construção e, o das Mangueiras no Jardim Primavera, com recursos já garantidos e em processo de licitação para contratação da empresa que irá construí-lo; participamos também da elaboração da lei de criação do Parque Municipal Radialista Luiz Fernando de Campos, na baixada da Avenida Goiânia no Residencial das Violetas e ainda continuamos fazendo gestão para obter recursos para a sua implantação e também do Parque Municipal do Lageadinho na região do Jardim Itapuã em Vila Operária; participamos da indicação por meio de medida compensatória ambiental na esfera judicial contra uma empresa local, que culminou com a construção do laboratório de analises de água e ecologia aplicada do Departamento de Biologia do CUR/UFMT; que devido ao numero elevado de reclamações feitas pela sociedade a Policia Militar e ao Ministério Público Estadual – elaboramos – a lei da poluição sonora, que após ser rejeitada pela Câmara Municipal foi regulamentada por meio de decreto e a colocamos em pratica na cidade; criamos o disque denuncia ambiental através do fone 9994-7009; instituímos através de lei municipal que todo imóvel para ter o documento de habite-se, obrigatoriamente a cada dez metros de frente, tem que ter uma árvore plantada na calçada, isso levou as pessoas a uma mudança de postura e fez aumentar os números da arborização urbana; fizemos inúmeras parcerias com a Rede Sócio Ambiental, realizando mutirões de limpeza das margens de cursos d’águas e fazendo o plantio de mudas nativas; promovemos a recuperação de inúmeras áreas degradadas e nascentes em parceria com a iniciativa privada, com destaque para o Grupo Petrópolis e o Rotary Clube Rondonópolis, como parceiros de primeira hora;  participamos diretamente da ação efetiva e eficaz, com o apoio da Policia Militar e do MPE e impedimos a invasão de diversas áreas ambientais da cidade, tendo isso ocorrido na baixada do Jardim Liberdade, no parque do escondidinho, nas  margens do Córrego do Poço no residencial Padre Lothar, na margem direita do Rio Vermelho ao lado do Clube da Fundação Mato Grosso, e mais recente aos fundos do bairro Cidade de Deus II; desenvolvemos parceria com o 3º Batalhão de Bombeiros Militar e colocamos em pratica no período de seca o programa de combate às queimadas com a contratação de brigadistas civis, tendo em 2011 havido uma redução nos índices de queima na ordem de 80%; criamos em lei o Comitê Municipal de Gestão do Fogo; fizemos o levantamento de todas as construções irregulares as margens dos cursos d’águas da área urbana, e foi graças a isso que o setor de habitação da prefeitura conseguiu em Brasília aprovar o Projeto Finis, onde tais pessoas devem ser removidas dessas áreas de riscos para os bairros Padre Miguel e Dona Fíuca, ambos em construção; trabalhamos junto ao Exército Brasileiro (18ª GAC) e apoiamos três empresas situadas as margens do Córrego Esparramo na saída para Campo Grande, para que elas construíssem emissário para o lançamento dos seus efluentes industriais, após o devido tratamento, nas águas do Rio Vermelho tirando com isso a carga negativa de dentro de uma lamina d’água fina e estreita para um corpo receptor com maior poder de debelação, estando hoje ta rede em adiantado processo de construção; cumprimos com o nosso papel fiscalizador ambiental, tendo em diversos momentos autuado órgãos públicos da própria maquina a que pertencemos, empresas, pessoas das  classes mais humildes as mais abastadas financeiramente e até agentes políticos pelo cometimento de infração ambiental e encaminhamos tais procedimentos para o Poder Judiciário para as providencias legais cabíveis. Enfim, durante esse tempo sempre estivemos atentos e vigilantes aos problemas relacionados à área ambiental, onde não medimos esforços para saná-los ou mitiga-los, independente do dia ou horário a que fomos chamados, nos doamos por completo, muitas das vezes abrindo mão do próprio convívio familiar, das festas e confraternizações nos finais de semana ou à noite, tratamos com respeito e carinho os nossos superiores, os nossos colegas de trabalho, a sociedade e a imprensa… Entre o ideal e o possível, acreditamos que demos o melhor de nos e se não fizemos mais, que nos perdoe! Muito obrigado a todos que direta e indiretamente nos ajudaram, de modo especial ao prefeito Zé Carlos do Pátio pela confiança depositada em nossa pessoa na condição de filho de Rondonópolis, de um patrolista aposentado do antigo Dermat e uma simples lavadeira de roupas, neto de cearense com pernambucano e paulista com mineiro – pioneiros – na antiga formação da colônia Marajá, Paulista, Naboreiro e São José do Povo! Muito obrigado ao Ministério Publico Estadual na pessoa da Promotora de Justiça doutora Joana Maria Bortoli Ninis e ao Juiz Leomir Lídio Luvizon, pois acreditamos que sem o apoio deles o nosso fardo teria sido muito mais difícil, ou seja, pesado!

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Lindomar Alves da Silva
Ex-Secretário Municipal de Meio Ambiente

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