O maior e mais avançado radiotelescópio do planeta, capaz de detectar sinais de vida extraterrestre em lugares distantes do universo, será dividido entre locais na África do Sul, Austrália e Nova Zelândia.

A decisão de dividir os locais de instalação do “Square Kilometer Array” (SKA), um projeto de 2 bilhões de dólares, surgiu depois de fortes esforços de lobby dos dois principais candidatos -a África do Sul, de um lado, e a parceria entre Austrália e Nova Zelândia, do outro.

Os cientistas que comandam o projeto rejeitaram a sugestão de que a decisão de adotar localização dividida significava que conveniências políticas haviam prevalecido diante da ciência.

“Estamos todos cientes das dimensões políticas disso”, disse Jon Womersley, presidente do conselho da organização SKA, mas acrescentou que “é uma maneira cientificamente motivada de ir em frente”.

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Quando concluído, em 2024, o telescópio será formado por três mil discos de antenas, cada um com 15 metros de diâmetro, e por muitas outras antenas individuais; o conjunto todo propiciará uma superfície de recepção de um quilômetro quadrado.

Varrendo o céu 10 mil vezes mais rápido e com sensibilidade 50 vezes maior que a de qualquer outro telescópio, o novo sistema será usado para estudar as origens do universo e será capaz de detectar sinais fracos que podem indicar a presença de vida extraterrestre.

A primeira fase de construção deve começar em 2016.

A decisão foi anunciada durante uma reunião do consórcio internacional que controla o projeto, nesta sexta-feira (25/05) no aeroporto de Schipol, Holanda.

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