Presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciário de Mato Grosso (Sindspen), João Batista Pereira de Souza. Foto Ronaldo Teixeira/AGORA MT

O livre uso de celulares por reeducandos do presídio Major Eldo de Sá Corrêa ‘Mata Grande’, conforme imagens de vídeo exibidas essa semana, foi definida pelo presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciário de Mato Grosso (Sindspen), João Batista Pereira de Souza, com uma situação vergonhosa para o Estado, que deveria controlar a unidade prisional.

João Batista explicou que infelizmente muitas vezes os agentes prisionais são vistos como facilitadores para o acesso de objetos nas unidades prisionais, o que não é verdade, pois é frequente o número de visitantes que tentam entrar nas penitenciarias com celulares e até mesmo Policiais Militares que por um motivo o outro fornecem os produtos para aos reeducandos.

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O presidente do sindicato afirmou que a falta de efetivo é um dos principais fatores que contribuem para essa situação e exemplificou que na Mata Grande seriam precisos pelo menos 50 agentes penitenciários, por turno, para realizar um serviço de qualidade, contudo a unidade prisional tem um efetivo de 43 servidores para ser dividido em quatro turnos sem levam em consideração as pessoas que estão de férias e licença, o que é humanamente impossível para desempenhar todas as atividades.

“A Mata Grande precisaria de um efetivo de 200 agentes prisionais para preencher todas as lacunas. Há reeducandos que trabalham na unidade penitenciaria sem serem fiscalizados e com isso ocorre de jogarem objetos pelos muros das unidades que são recolhidos pelos reeducandos. Como temos menos de 10 agentes por plantão na Mata Grande para atender mais de mil presos não é possível fazer 100% da fiscalização”, frisou João Batista.

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De acordo com o presidente do Sindspen, os agentes prisionais estão sendo orientados a reforças a fiscalização na entrada da Mata Grande como forma de tentar minimizar a entrada de objetos na unidade, mas “somente com um efetivo maior e com a presença de um grupo de contenção (SOE – Serviço de Operações Especiais ) será possível combater a máxima de que as unidades prisionais pertencem aos presos e não aos Estado”, concluiu

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