A presidente do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis (Sanear), Terezinha Silva Souza, convocou a imprensa na manhã desta terça-feira (15), onde ao lado do seu advogado pessoal Algacyr Junior, e do assessor jurídico da autarquia, Célio Benjamim, prestou esclarecimentos a respeito do lançamento de esgoto in natura no Rio Vermelho.

Terezinha admitiu que o despejo pode ter causado problemas ambientais, mas assegurou que, em nenhum momento, se furtou de prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. “Sei das minhas responsabilidades e eu jamais cometeria um crime ambiental, até porque meu compromisso vai além de ser diretora do Sanear, pois represento a região Centro-Oeste e Norte em uma comissão nacional do meio ambiente”, afirmou.

Terezinha admitiu que tudo o que aconteceu é muito constrangedor, porém, considerou que tudo tem seu lado negativo e positivo e garantiu que estão sendo tomadas todas as providências para corrigir o problema. Ela ressaltou que o sistema de tratamento de esgoto utilizado atualmente no município é o mesmo de 20 anos atrás e que, por esse motivo, ainda é muito precário. Contudo, a presidente do Sanear destacou que a execução das obras do Programa de Aceleração e Crescimento I (PAC I) veio para estar solucionando esses problemas e o PAC II vai terminar de colaborar para sanar todas as dificuldades encontradas hoje pela autarquia para tratar o esgoto.

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A presidente do Sanear lembrou que no último dia 07, esteve no Ministério Público (MP), onde tratou do assuntou com a promotora de justiça responsável pela Defesa do Meio Ambiente, Joana Maria Bortoni Nunis, e se colocou a disposição do órgão para prestar qualquer informação necessária.

Sobre os responsáveis pelo dano ambiental causado pelo lançamento de esgoto sem tratamento no Rio Vermelho, Terezinha disse que vai aguardar o resultado do inquérito instaurado pela polícia civil para apurar o caso e apontar os responsáveis. “Não cabe a mim julgar quem é o responsável até porque foi aberto um inquérito para apurar as responsabilidades, mas, peço desculpa de coração à população de Rondonópolis”

Ainda segundo Terezinha, na última sexta-feira (11), foi assinado pelo prefeito José Carlos do Pátio (PMDB), juntamente com representantes do Sanear, o compromisso com o juiz Leomir Luvizon, responsável pela 4ª Vara Cível da Comarca de Rondonópolis, de realizar, de imediato, um tratamento bacteriológico do esgoto e que o lançamento dos dejetos no Rio Vermelho será realizado apenas dentro dos limites aceitáveis, como já vem acontecendo após as denúncias do MP.

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Diante do compromisso, Terezinha informou que uma empresa já foi contratada para fazer o tratamento das lagoas de tratamento de esgoto e outra empresa já foi contratada para fazer o monitoramento mensal do Rio num raio de até 53 quilômetros. Inclusive, segundo a presidente do Sanear, essa mesma empresa já fez a coleta das águas para análise, no intuito de saber o grau dos danos ao meio ambiente.

Além disso, Terezinha ressaltou que ficou acordado com o magistrado que será confeccionado um relatório mensal sobre a situação do Rio e do tratamento do esgoto do município, que deverá ser apresentado mensalmente na 4ª Vara Cível e ao Ministério Público. Esse relatório será feito em conjunto pelo Sanear, Secretarias Estadual e Municipal de Meio Ambiente e uma empresa contratada pela prefeitura para fiscalizar a execução das obras, a Diefra.

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Prisão

Sobre o fato de ter sido procurada na semana passada, pela polícia civil, por estar acusada de estar envolvida no flagrante de crime ambiental, a presidente do Sanear assegurou que, em momento algum, teve a intenção de fugir. “Eu estava fora da cidade quando houve o pedido de prisão preventiva do Júlio [Júlio Goulart – Diretor Técnico do Sanear] por parte do Ministério Público”.

Terezinha ainda ressaltou que o Ministério Público não pediu em nenhum momento a sua prisão e lembrou que a prisão de Hermes Ávila de Castro, Engenheiro Ambiental do Sanear, foi considerada ilegal pelo juiz responsável pelo caso.

Questionada sobre as ações de Hermes como engenheiro responsável pela autarquia, a presidente do Sanear colocou que o mesmo sempre esteve buscando o melhor para a cidade, e lutou pela execução das obras dos PAC I e PAC II. “É de conhecimento de todos que ele sempre trabalhou em prol do meio ambiente. Se tiver culpados o inquérito vai apontar. Quem sou eu para julgar?”, indagou.

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