Moradores da sitiada cidade síria de Douma envolveram ontem  sexta-feira (29) corpos mutilados e ensanguentados em lençóis brancos, preparando-os para o sepultamento, conforme mostrou um vídeo divulgado pela Internet, após mais de 190 pessoas serem mortas em um dos dias mais violentos nos 16 meses de rebelião no país.

Alguns ativistas disseram que mais de 50 das mortes da quinta-feira aconteceram em Douma, a cerca de 15 quilômetros de Damasco, a capital.

“Douma, manhã de 29 de junho de 2012. Este é o massacre cometido contra o povo de Douma. Deus é o nosso salvador. Duas famílias inteiras estão aqui (entre os mortos)… Deus nos ajude”, disse o homem que filmava a cena.

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Um homem segurou o corpo mutilado de uma menina, com a blusa rosa encharcada de sangue. “Este é mais um massacre dos massacres cometidos pelo (presidente Bashar al) Assad e sua polícia secreta”, disse ele. “É mais um massacre dos massacres da comunidade internacional, todas as grandes nações têm conspirado contra o nosso povo.”

Douma há semanas está sob cerco das forças de segurança leais a Assad. Ativistas dizem que há dias a cidade sofre ataques de foguetes, em meio a intensos combates entre rebeldes e forças governamentais. Um vídeo mostrou casas sem telhado e nuvens de poeira se erguendo de prédios destruídos.

Um ativista chamado Mohammed Doumany contou à Reuters por Skype que 22 pessoas de uma mesma família foram mortas.

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“Dezenas de vítimas ainda estão esperando para serem enterradas, pois a cidade continua sob fogo”, disseram ativistas em mensagem pela Internet, acrescentando que há muitos feridos em estado grave.

Nas últimas semanas, os combates na Síria estão se intensificando, pois os rebeldes aparentemente tiveram acesso a armas capazes de atacar tanques, impondo mais baixas às forças de Assad.

O Exército reagiu à altura, usando helicópteros para bombardear rebeldes e impondo um cerco a cidades rebeldes.

Ativistas de oposição acusam a comunidade internacional de inação. A diplomacia até agora não conseguiu alcançar um acordo entre potências ocidentais, favoráveis à oposição, e a Rússia, que usa seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para barrar qualquer iniciativa de governos ocidentais e árabes contra Assad.

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