A Síria foi condenada pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas nesta sexta-feira (01/06) pelo massacre que ocorreu na semana passada na região de Houla. O Conselho pediu uma investigação da ONU para identificar os perpetradores e reunir evidências para um possível processo criminal.

A resolução foi adotada por fórum, composto por 47 membros, que realizou uma sessão de emergência em Genebra e contou com a votação de 41 Estados a favor e três contra (China, Cuba e Rússia), com duas abstenções e uma delegação ausente.

A autorização foi proposta pelo Catar, pela Turquia e pelos Estados Unidos, em meio à revolta internacional pelo assassinato de 108 pessoas, quase metade delas crianças, em Houla há uma semana

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Mas a delegação síria responsabilizou “terroristas” pelas mortes. O termo “terroristas” é usado pelo governo para caracterizar os rebeldes antigoverno. O texto foi rejeitado pela delegação que alegou ser uma interferência com motivações políticas e os delegados afirmaram que uma investigação interna sobre o caso é realizada.

“Os perpetradores serão levado aos tribunais e não sairão impunes”, disse o diplomata sírio Tamim Madani na sessão antes da votação. “Votar em favor dessa resolução é a mesma coisa que matar as vítimas de novo.”

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