A taça Libertadores da América foi fabricada em 1959, no Peru. Feita em prata, tem uma base de madeira, mede 1,09 m e pesa 20 kg. Mas a taça que será entregue ao campeão de 2012 é mais pesada e muito mais valiosa.

Boca Juniors e Corinthians começam nesta quarta-feira (27/06) aquela que provavelmente será a decisão mais vista da história do torneio continental, que começou a ser contada em 1960.

O jogo será às 21h50, em La Bombonera, Buenos Aires, com ingressos esgotados e corintianos rodando pelas ruas da cidade argentina –muitos ainda procurando bilhetes. O Pacaembu recebe a partida decisiva na próxima quarta.

As maiores torcidas das maiores cidades de Argentina e Brasil se encontram. Somadas, farão de Boca e Corinthians a decisão mais vista desde sempre. Torcida brasileira maior que a do Corinthians, em uma final, talvez só a do Flamengo em 1981.

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O jogo que valeu a classificação, há uma semana, bateu a casa dos 40 pontos no Ibope na TV Globo –a expectativa para hoje é até maior.

Agora, encontram-se num duelo que, à primeira vista, soa desigual em favor do Boca, bicho-papão da América, que poderá se tornar o maior campeão da Libertadores.

Afinal, quem tenta impedir a soberania do Boca é um time que só agora, na décima participação, consegue chegar à decisão do torneio. Os argentinos farão a décima final. E sonham com o sétimo título, mesma marca do conterrâneo Independiente.

À frente do time, um autêntico camisa 10: Juan Román Riquelme, 34, tricampeão do torneio. Para ele, esta pode ser a última e definitiva Libertadores pelo clube que ama.

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O Boca é velho de guerra em Libertadores, mas vai enfrentar uma rara onda de euforia motivada por uma torcida em êxtase e uma campanha quase impecável.

O Boca tem Riquelme e tradição no torneio. E o Corinthians? “Tem uma equipe”, respondeu ontem Tite, que passou parte do treino caminhando sozinho, contemplando as arquibancadas da Bombonera. O estádio hoje deverá ter mais brasileiros do que os 2.450 lugares reservados –corintianos compraram ingressos da torcida do Boca.

A equipe de Tite é a única invicta até aqui. Só sofreu três gols em 12 jogos e prima pela eficiência. Marca muito e sabe cadenciar o jogo. E fez com que o corintiano passasse a sonhar, de verdade, com o título da Libertadores.

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Desde a classificação contra o todo-poderoso Santos de Neymar, há uma semana, e o avanço dos argentinos, que passaram pela Universidad de Chile, só se fala em Corinthians e Boca Juniors em toda a capital paulista.

Segundo a última pesquisa Datafolha, publicada em 2010, são 17,9 milhões de corintianos torcendo pela conquista que colocaria fim a duas décadas de obsessão pelo belo e indefectível troféu.

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