Os desvios dos recursos da Conta Única da Sefaz (Secretaria de Fazenda), que podem superar a casa dos R$ 100 milhões, vinham sendo praticados há 10 anos, ou seja, desde a época em que o PPS (Partido Popular Socialista) comandava o Estado e não somente a partir de 2007, como foi divulgado inicialmente. Outro detalhe é em relação ao rombo que pode ser muito acima dos R$ 104 milhões que constam em relatório confidencial do Governo do Estado.

“Vamos ter que ampliar as investigações e apurar que pode ter sido desviado a partir do final de 2002 e começo de 2003”, declarou uma fonte do setor Fazendário de Mato Grosso.

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“O Ministério Público recebeu informação de que o rombo é muito maior. Temos a informação segura de que os desvios vinham correndo há exatos 10 anos e o Ministério Público vai investigar isso”, garantiu um procurador de Justiça ao ser provocado pela reportagem.

Inicialmente a polícia trabalhava com a possibilidade de rombo de R$ 12,9 milhões com base em análise da Auditoria-Geral do Estado (AGE). No entanto, conforme o antecipou no dia primeiro de junho, relatório complementar a ser entregue pelo mesmo órgão ou pela Sefaz vai ‘engrossar’ os números apresentados.

Preliminarmente, as investigações da Delegacia Fazendária apontam que mais de trinta pessoas foram beneficiadas com dinheiro desviado da Conta Única do Estado entre os anos de 2007 e 2011, por meio de pagamentos ilícitos feitos através do sistema BB PAG.

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No último dia 13, o governo estadual publicou no Diário Oficial ato de exoneração da secretária Adjunta do Tesouro da Secretaria de Fazenda, Avaneth Almeida das Neves, suspeita de envolvimento no esquema. Ela era considerada uma das principais articuladoras do esquema, pois assinava as liberações fraudadas de crédito da Conta Única. As autorizações teriam beneficiado inclusive parentes e pessoas ligadas a servidores fazendários.

De acordo com as mesmas fontes, o relatório “ampliado”, que confirma participação de empresas, é mais “bombástico” do que se supunha porque pode confirmar o envolvimento de empresas em nomes de laranjas ou de fachadas.

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