Foto: arquivo/AGORAMT

Os benefícios da ação Brasil Carinhoso, que começam a ser pagos a partir de junho, vão reduzir em 40%, de imediato, a população em extrema pobreza do País. A informação foi dada nesta quinta-feira (31), pela ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, durante a divulgação do balanço do plano Brasil sem Miséria, que completa um ano no próximo dia 2 de junho.

“O impacto acontece em todas as faixas etárias, mas principalmente na primeira infância: 2,7 milhões de crianças extremamente pobres de 0 a 6 anos sairão da miséria”, disse a ministra, ao apresentar os dados, ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, entre outros representantes do governo.

A Ação Brasil Carinhoso ampliou os recursos do Bolsa Família para as famílias extremamente pobres com filhos de até 6 anos, garantindo uma renda mensal de pelo menos R$ 70 mensais por pessoa. Os recursos serão pagos no cartão do Bolsa Família.

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O balanço do Brasil Sem Miséria mostrou, entre os resultados obtidos, que 687 mil famílias foram incluídas neste primeiro ano, superando em 47 mil famílias a meta de atendimentos do Bolsa Família. Para 2013, a meta do governo é de que o Bolsa Família amplie o atendimento para 800 mil famílias. De acordo com perfil traçado com base no cadastro único, 75% das famílias beneficiadas moram em centros urbanos, sendo que quase 40% estão em municípios com mais de 100 mil habitantes.

Segundo o governo, os cortes no Orçamento da União não prejudicaram o Bolsa Família, que aumentou em 40% o seu orçamento entre 2010 e 2012, passando de 0,38% para 0,46% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor do benefício médio subiu de R$ 97,00 para R$ 134,00 nesse mesmo período, um aumento de 38%.

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Busca ativa

Em um ano, o Plano Brasil Sem Miséria teve todas as metas iniciais antecipadas e superadas, enfatizou a ministra, graças ao Busca Ativa – responsável pela localização e inclusão das 687 mil famílias extremamente pobres no Bolsa Família apenas nos cinco primeiros meses do ano. A meta prevista para ser alcançada até dezembro de 2012 era de 640 mil famílias cadastradas.

“O Estado tem que se mobilizar e chegar a esse núcleo duro, que é a pobreza mais difícil de ser alcançada. Invertemos a lógica de esperar as pessoas baterem na porta do Estado”, disse a ministra. Ela destacou que a maior parte dessas pessoas, que mesmo tendo direito não recebiam benefícios sociais, foi localizada em centros urbanos.

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Saúde

Com o Brasil Sem Miséria, a expansão de políticas públicas de saúde, educação, assistência social, entre outras, passou a priorizar os territórios mais pobres. Na saúde, o governo priorizou a instalação de 2.077 novas unidades básicas nesses territórios, como destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O ministro destacou ainda a importância da ampliação do acesso à saúde bucal. Em 2011, foram distribuídas pelo SUS 342 mil próteses dentárias, o que beneficia a população atendida pelo Brasil sem Miséria.

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