Pela segunda vez participei da belíssima festa realizada pela Divina Providencia a “3ª Festa das Nações”, que tem como objetivo arrecadar fundos em prol ao a Comunidade Terapêutica da Divina Providência, uma causa muito mais que justa, pois Rondonópolis tem um grande índice de dependentes químicos que depende desta iniciativa. Acompanhada de meu esposo e um casal de amigos que vieram de Primavera do Leste exclusivo para participar desta festa, chegando ao local do evento espaço da “Fundação Mato Grosso”, fiquei encantada com a quantidade de pessoas que trabalhavam,  voluntariamente, em suas barracas. Sete tipos de comidas típicas: Brasileira, Árabe, Japonesa, Portuguesa, Americana, Italiana e Argentina todos os voluntários caracterizados com belíssimas roupas e assim chamando a atenção de todos. Senti uma imensa alegria, percebi que ainda podemos ter um mundo melhor. No momento em que fui me servir, passando de barraca em barraca, observava o amor nos olhos de cada colaborador que estavam ali trabalhando de forma voluntária e o mais importante, estavam felizes e dispostos a ficarem até o raiar do dia em todas as barracas. Ao passar na barraca Árabe, encontrei um amigo que também estava trabalhando e devidamente caracterizado, começamos um papo a respeito do trabalho de promover um evento deste porte, então, Higor Farias me convidou para acompanha-lo e conhecer os bastidores da festa, fomos até o local improvisado em função do número inesperado de participantes, o que vi me deixou um tanto emocionada, pois lá estavam mulheres, homens, crianças, idosos todos com muita alegria lavavam pilhas de pratos e talheres, sempre com sorriso nos lábios e uns até cantavam e dançavam, alguns brincavam com a espuma das mãos geradas pelas esponjas. Continuamos nossa visita e fomos até a cozinha e lá havia outro grupo de voluntários também com sorriso nos lábios e nem importavam com o enorme calor que estava a cozinha mais parecia um parque de diversão onde todos se divertiam, finalizamos nosso “tour” na barraca Americana e mais uma vez um enorme grupo de pessoas alegres, brincalhonas, trabalhavam tão soltas que dançavam como se fossem crianças.

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Após a visita, voltei para minha mesa, para apreciar a apresentação de dança de cada nação, foi muito divertido, pois todas as equipes se esforçavam para fazerem o melhor, mas o que mais me despertou à atenção de todos foi a criatividade de cada um que conseguiu tirar do público muitos aplausos, assovios e gritos de incentivo. E o mais importante, eles estavam empenhados e trabalhando desde manhã e já se passavam das 23h.

Vocês devem estar se perguntando o porquê da frase no início do texto: “É possível termos um mundo melhor…”. Seria fácil, basta todos nós termos as atitudes idênticas às dos organizadores, patrocinadores, participantes da festa das nações. Sinto-me orgulhosa e ao mesmo tempo com o sentimento de na próxima, fazer um pouco mais para ajudar. Organizar algo tão grandioso e com o propósito de resgatar entes perdidos do mundo das drogas, só pelo amor de Deus mesmo. São ações como esta que nos fazem deixar de criticar políticos, reclamar do pouco dinheiro, reclamar de uma dorzinha qualquer e desejar unirmos cada vez mais para diminuir a fome e a miséria, melhorar a educação para nossas crianças, cuidar do nosso meio ambiente, enfim dar dignidade à nossas famílias. Com certeza teríamos um mundo melhor e até nossos políticos iriam aderir estas lutas, mudariam suas atitudes, tornando-se políticos melhores onde iriam defender o “Povo” e assim com a união de todos nós conseguiríamos viver em um mundo de igualdade.

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Deixo meu abraço para cada voluntário que esteve colaborando para organização da festa das NAÇÕES e que Deus abençoe a cada um de vocês.

 

Sandra Raquel Mendes

Presidente do Conselho da Mulher de Rondonópolis-MT

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