O ano de 2015 deve representar para o setor produtivo de Mato Grosso um marco histórico na busca por novas rotas para escoamento da produção de grãos. Este é o tempo estimado pelas entidades do agronegócio estadual para que todos os portos do estado do Pará possam ser utilizados com a finalidade de levar as commodities para o mercado externo. Mas para que se concretize a ligação entre os dois territórios, o primeiro requisito é ter concluída a pavimentação na BR-163 sentido Cuiabá (MT) a Santarém (PA).

Em Mato Grosso a rodovia federal já está asfaltada. A última obra referia-se ao trecho de aproximadamente 50 quilômetros a partir de Guarantã do Norte, a 721 km de Cuiabá, até a divisa. Mas no estado vizinho mais de 1.000 km precisam sair do projeto.

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O desafio promete mobilizar as forças do agronegócio. Elas querem que o governo pressione as empresas contratadas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para que cumpram o cronograma.

Edeon Vaz Ferreira, coordenador-executivo do Movimento Pró-Logística destaca que a estimativa do setor é que se até o final de 2013 estiver pronto o corredor ligando a divisa entre Mato Grosso e Pará até o Porto de Miritituba, no ano seguinte será possível ao produtor mato-grossense usufruir da estrutura do porto.

Mas para explorar toda potencialidade do Porto de Santarém e ter as despesas com frete reduzidas em até 40%, será preciso esperar um pouco mais: 2015. Dados do Movimento Pró-Logístico mostram que 674,56 km separam a BR-163 entre a fronteira com os dois estados até o entroncamento com a BR-230 (ponto de acesso a Miritituba). Deste total, 280 km estão pavimentados, ou 41,5% do total.

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“Há uma luta para viabilizar a pavimentação. Vamos pressionar o DNIT para que cobre das empresas para que até o final do ano que vem esteja pronta a pavimentação neste trecho”, declarou o representante, em entrevista ao G1.

Vaz Ferreira acompanha, no Pará, a comitiva do Estradeiro Aprosoja. Equipes percorrem a região para verificar o cronograma de serviços de pavimentação. Quando operacionalizada, somente pela BR-163 devem rodar 150 mil carretas em direção aos portos. Em um primeiro momento, os portos do Pará já devem receber 6 milhões de toneladas de grãos.

Mas ao mesmo tempo em que a BR-163 é considerada uma das principais demandas para baratear o frete com transporte, o segmento também cobra a implementação de outros projetos, como a hidrovia Teles Pires-Tapajós. “O que insistimos também é na hidrovia. Embora a BR-163 soja nova ela já vai nascer saturada”, complementou o coordenador-executivo.

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Estradeiro 2012

Nesta terça-feira (29) as equipes que formam o Estradeiro Aprosoja percorreram o trecho entre a cidade de Sinop (MT) até Novo Progresso (PA). Neste estado, o andamento das obras imprime velocidade considerável, pontua Ferreira. No entanto, lembra o representante, algumas empresas precisam ser acompanhadas de perto para que estejam no ritmo considerado ideal.

Todas as constatações do Estradeiro vão formar um documento a ser elaborado pelas entidades do agronegócio mato-grossense. Os pontos elencados vão ser repassados aos governos federal e estadual para que acompanhem a situação.

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