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A melhor resposta que o programa poderia dar a Silvio Santos: uma piada da morte de uma piada.

A plateia toda de preto, todos os apresentadores e convidados de luto, atores figurantes aos prantos, o repórter Vesgo apresentando o programa do pátio da emissora, lembrando alguns programas sensacionalistas que adoram esse tipo de coisa, o desabafo de Emílio Surita e um caixão sendo enterrado ao vivo, nos estúdios da Band.

Brincadeiras e piadas à parte, alguns comentários dos próprios comediantes merecem uma reflexão maior. “Eu desejo que a gente tenha força pra continuar a nossa luta, ele (Silvio) foi vítima da falta de fair-play, da falta do senso de humor”, disse Emílio Surita. “A alegria que ele levou para todos ficará marcada, será lembrada”, falou Sabrina Sato.

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E o chefe da turminha do Pânico continuou: “Jamais imaginei que iríamos estar velando uma piada, uma brincadeira”.

“É muito triste ver o cenário atual que nos encontramos. Está faltando senso de humor ao brasileiro. A demissão de Rafinha Bastos provou isso. Uma simples “desculpa” já não é o bastante para uma piada mal feita, ou incômoda, apesar de nenhuma piada merecer desculpas. Piada é piada”.

Claro que o choro dos figurantes foi de mentirinha. Mas entenderíamos se fosse de verdade. Sempre dá vontade de chorar, quando matam uma piada.

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