O mês de maio apresentou o maior volume de consultas registrados neste ano com aumento de 19,5% em relação a abril, mas na comparação com o mesmo período do ano passado houve retração 17,7%. O que levou os consumidores às compras foi o presente do Dia das Mães. Os dados são dos sistemas de consultas do SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) e Serasa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Rondonópolis (CDL).

“Tivemos um aquecimento no início do mês, depois a estagnação do consumidor, esperamos que com a redução dos juros e iniciativas do governo em reduzir o IPI de alguns produtos o consumidor volte a comprar mais, estamos apostando nas compras do Dia dos Namorados”, ressaltou o diretor de Serviços e Produtos da CDL, Maurício Pugas.

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Mesmo com a queda registrada na comparação com os índices do ano passado, maio aqueceu o comércio que continua com promoções chamando para a antecipação dos presentes do Dia dos Namorados. O que também deve aquecer as vendas é a compra de roupas de frio, proveniente das quedas na temperatura registradas neste período do ano.

Pugas lembrou que o desaquecimento no comércio não é um problema somente da nossa cidade. “O país todo está passando por este processo de revisão de crescimento, em especial do PIB (Produto Interno Bruto), soma de todas as riquezas produzidas no país. A expectativa era de que diante de toda turbulência econômica dos países desenvolvidos continuássemos mantendo os níveis de consumo, o que não está acontecendo. Os fatores externos estão refletindo no consumo. Temos que vender, mas temos que receber o que foi vendido para não termos um endividamento maior nas nossas famílias”, explicou observando que embora tenha havido uma retração no consumo houve aumento na recuperação do crédito até maio deste ano.

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Os índices dos cinco primeiros meses do ano apontam uma recuperação de crédito 17% maior que no mesmo período do ano passado, sinal de que as pessoas estão pagando as contas, negociando dívidas. Houve um aumento de 11,2 nas inclusões, pessoas inseridas nos cadastros de inadimplência e retração de 13,8% nas consultas, o que indica proposta de compra por parte dos consumidores.

Pugas lembrou que no cenário dos bancos de dados não constam compras à vista nem feitas com cartões de crédito ou débito. “Entendemos que o termômetro maior que temos é o consumo das classes C, D e E porque as classes A e B compram mais com cartões e não temos como mensurar esses valores. O que temos é uma estimativa do que está acontecendo, mas a realidade está no fluxo de caixa de cada empresário”.

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