Funcionários do Museu do Holocausto limpam as pichações nesta segunda-feira (11) em Jerusalém (Foto: AFP)Frases pró-nazistas e antissionistas foram pichadas nesta segunda-feira (11) dentro do Yad Vashem, o memorial do Holocausto em Jerusalém.

A polícia israelense abriu uma investigação e considera todas as pistas, segundo o porta-voz Micky Rosenfeld.

Mas a direção do estabelecimento informou que o ato pode ter sido cometido por extremistas judeus ultraortodoxos antissionistas, um grupo minoritário mas ativo em alguns bairros religiosos da cidade.

Esta minoria radical formada por centenas de famílias considera que o Holocausto é usado para justificar a criação do Estado de Israel, o que os extremistas rejeitam. Segundo o grupo, a criação de um Estado judeu na Palestina só será possível após a chegada do Messias.

Entre os grafites há frases como “Se Hitler não tivesse existido, os sionistas o teriam inventado” e “Obrigado, Hitler, por esta maravilhosa Shoah (Holocausto), é apenas graças a vocês que conseguimos um Estado da ONU”, em referência à criação do Estado de Israel em 1948, após a Segunda Guerra Mundial.

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O memorial de Yad Vashem, em Jerusalém, é está dedicado à memória dos seis milhões de judeus vítimas do genocídio nazista durante a Segunda Guerra Mundial.

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