A ONU pode processar formalmente as forças sírias e a milícia aliada “shabbiha” por crimes contra a humanidade por serem acusadas de cometerem um massacre de civis na cidade de Houla, na Síria, segundo afirmação da alta comissária de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, nesta sexta-feira (01/06).

A alta comissária em uma sessão especial do Conselho de Direitos Humanos da ONU, disse em discurso em nome dela: “Esses atos podem corresponder a crimes contra a humanidade e a outros crimes internacionais, e podem ser um indicativo do modelo de ataques sistemáticos e disseminados contra populações civis que têm sido perpetrados com impunidade.”

Pillay, que é uma ex-juíza de tribunais de crimes de guerra, acrescentou: “Eu reitero que aqueles que ordenam, ajudam ou não conseguem encerrar os ataques a civis são individualmente responsáveis criminalmente por suas ações”.

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De forma separada, o órgão contra torturas da ONU afirmou também nesta sexta-feira que as forças sírias e as milícias aliadas são as responsáveis pela tortura e mutilação de civis, que incluem crianças, sob “ordem direta” das autoridades do país.

O Comitê contra Tortura da ONU condenou em comunicado o “uso disseminado da tortura e tratamento cruel de detidos, indivíduos suspeitos de participar de protestos, jornalistas, blogueiros, desertores das forças de segurança, pessoas feridas, mulheres ou crianças”.

Dez especialistas independentes do órgão também e estão preocupados com as acusações de tortura, execuções e sequestros realizados pela oposição armada, que luta para tentar derrubar o presidente Bashar al Assad.

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