Em imagem retirada de um vídeo gravado pelos observadores da ONU, sírios mostram sangue na parede em Al Qubeir, local do segundo massacre em duas semanas no país

Em comunicado, a Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNMIS) afirmou que no interior de várias casas havia sangue e que ainda existiam focos de incêndio ao redor de muitas residências.

“As circunstâncias que rodeiam este crime ainda não estão claras e o número de vítimas não pode ser confirmado”, indicou a nota sobre o massacre.

Na quarta-feira (6), dezenas de pessoas foram mortas em Al Qubeir, na região de Hama. O número exato de mortos ainda não foi esclarecido, mas, segundo grupos de oposição, está entre 80 e 100 vítimas.

A oposição acusou as forças do regime pelo ataque, enquanto o governo de Bashar al Assad disse que a ação foi perpetrada por “grupos terroristas”.

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Oposição denuncia mais 23 mortos

Exército sírio matou pelo menos 23 civis neste sábado (9), 17 deles na cidade de Deraa e seis na localidade de Homs, anunciou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Em Deraa, os tiros dos militares também deixaram vários feridos, alguns deles em estado grave, em um bairro residencial. Nove mulheres e três crianças estão entre as vítimas fatais.

Na cidade de Homs, os ataques contra os bairros de Khaldiyeh, Jouret Al-Shiyah, Al-Qrabis e Qusayr deixaram seis mortos, também de acordo com o OSDH.

Deraa, cidade próxima à Jordânia, foi o ponto de partida da revolta contra Assad, em março de 2011, e a primeira a sofrer a repressão das forças governamentais.

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Essa ofensiva se soma aos bombardeios lançados ontem também contra Homs, Idlib e a periferia de Damasco, que deixaram pelo menos 50 vítimas, segundo os dados da oposição.

A violência recrudesceu na Síria desde o massacre de Houla, perpetrado em 25 de maio, que levou os rebeldes no interior do país a romper seu compromisso com o cessar-fogo posto em vigor em 12 de abril.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciou ontem que 1,5 milhão de civis necessitam de ajuda humanitária na Síria e qualificou a situação como “muito tensa” devido aos combates.

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