Os Estados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) consideraram inaceitável a derrubada de um avião militar turco pela Síria, mas não fizeram qualquer ameaça de resposta militar, nesta terça-feira (26/06).

O secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, disse, após uma reunião de emergência de embaixadores dos 28 Estados membros da aliança em Bruxelas, que a Turquia tinha o apoio de todos os seus aliados.

“A segurança da aliança é indivisível, nós ficamos junto com a Turquia em um espírito de forte solidariedade”, disse Rasmussen. “Nós consideramos este ato inaceitável e o condenamos nos termos mais duros”.

O governo turco convocou a reunião da Conselho do Atlântico Norte da Otan para discutir o incidente, que foi descrito como um ato de agressão. O governo sírio disse que abateu a aeronave por defesa própria, após este ter invadido o espaço aéreo sírio.

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A reunião foi apenas a segunda vez nos 63 anos de história da Otan que membros recorreram ao Artigo 4 de seu tratado, que prevê consultas quando algum Estado membro sente que a integridade de seu território, independência política ou segurança estão ameaçados.

Ao mesmo tempo em que declarou apoio a um de seus membros, a aliança tenta abordar a questão com cuidado, preocupada em agravar um conflito que os governos ocidentais estão relutantes em se unir militarmente por medo de uma guerra sectária na região.

“Há muito pouco apetite da aliança em assumir o que chamamos de uma guerra discricionária”, disse Clara Marina O’Donnell, analista do Instituto Brookings, em Washington.

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